A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou nesta quarta-feira (21) a Revisão Geral Anual (RGA) de 5,40% para os servidores públicos estaduais. O percentual garante o primeiro ganho real da categoria em sete anos, ao superar a inflação do período e encerrar uma sequência de reajustes restritos apenas à recomposição inflacionária durante a gestão do governador Mauro Mendes (União).
O índice aprovado ficou acima da proposta inicial do Executivo, que era de 4,26%. A ampliação foi fruto de articulação liderada pelo presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB), envolvendo parlamentares, representantes sindicais e negociação direta com o governo estadual. O entendimento permitiu elevar o percentual sem mudanças no texto legal, o que assegura a implantação do reajuste já na folha salarial de janeiro.
Para viabilizar a votação dentro do prazo, Max Russi convocou uma sessão extraordinária com 24 horas de antecedência e reuniu previamente o Colégio de Líderes, atendendo solicitação das entidades sindicais. Segundo o presidente da Casa, a medida teve como objetivo preservar a segurança jurídica e evitar entraves que pudessem atrasar o pagamento.
“Depois de sete anos, conseguimos um reajuste acima da inflação. Não é o cenário ideal, mas representa um avanço concreto e imediato para os servidores”, afirmou Max, ao destacar que a apresentação de emendas poderia comprometer o cronograma de implantação.
O deputado explicou ainda que a prioridade foi buscar um índice viável dentro dos limites legais. “Optamos por um percentual que pudesse ser aplicado agora. Um valor maior poderia gerar questionamentos e atrasos de vários meses”, pontuou.
A atuação do Legislativo foi reconhecida pelas entidades representativas dos servidores. A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), Carmem Machado, destacou o papel decisivo da Assembleia na construção do acordo. “Houve empenho da Assembleia e do presidente Max. É um resultado inédito, alcançado por meio do diálogo”, afirmou.
Ao final da votação, Max Russi ressaltou que a aprovação da RGA não encerra o debate sobre as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, mas marca um novo momento na política de reajustes. Segundo ele, a decisão evidencia a capacidade do Parlamento de articular consensos e entregar resultados efetivos dentro do marco institucional.

















