Depois de perder Emanuelzinho para o PSD e Juarez Costa para o Republicanos, o MDB de Mato Grosso refez as contas, recompôs a chapa e voltou a se colocar na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. A aposta do partido agora se concentra em Kalil Baracat, Damiani da TV e Jéssica Riva, irmã da presidente estadual do MDB e pré-candidata ao Senado, Janaina Riva.
A conta passa pela regra das sobras. Se o quociente eleitoral ficar na casa de 240 mil votos em 2026, como projetam articuladores, uma chapa com 192 mil votos alcançaria 80% desse piso e entraria na primeira peneira da disputa residual. Em 2022, Mato Grosso registrou 1.730.277 votos válidos para deputado federal, o que levou o quociente para a faixa de 216 mil votos nas oito vagas do estado.
Pela matemática montada internamente, Kalil, Damiani e Jéssica poderiam concentrar juntos algo em torno de 120 mil votos. Com isso, os demais nomes da nominata teriam de buscar cerca de 72 mil votos para empurrar o MDB até a zona de disputa das sobras. A aposta é fechar essa conta com outros seis candidatos na faixa de 12 mil votos cada, sobretudo em dobradas com postulantes a deputado estadual e lideranças regionais que já miram projeção para as eleições municipais de 2028.
Kalil foi lançado como pré-candidato em reunião do diretório de Várzea Grande no início de março. Ele entra com recall da disputa que perdeu em Várzea Grande e com o peso do sobrenome tradicional. Em Sorriso, Damiani terminou a eleição de 2024 em segundo lugar e a expectativa é que ele aumente os votos ao buscar eleitores em todo polo.
Jéssica, por sua vez, passou a aparecer em agendas públicas ao lado da irmã Janaina Riva e além de ser uma opção para manter densidade eleitoral da família Riva, entende que é uma missão do grupo entregar uma cadeira de deputado federal ao MDB.
O movimento recoloca o MDB no radar em um cenário em que União-PP, Republicanos, PL, PSD e Federação Brasil da Esperança largam como os blocos mais fortes na corrida pelas vagas federais.

















