Disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 reúne favoritos, veteranos e nomes da renovação política

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Reprodução
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A corrida pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 começou de forma antecipada e já apresenta um cenário pulverizado, com pelo menos 11 nomes colocados como pré-candidatos ao Palácio Paiaguás. O quadro político atual demonstra a predominância de lideranças conservadoras, além de uma disputa interna intensa entre grupos de direita que tentam ocupar o espaço deixado pela gestão Mauro Mendes.

No grupo dos favoritos, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece como o principal nome da situação. Após assumir o comando do Estado, Pivetta tenta consolidar sua imagem administrativa e herdar integralmente o capital político de Mauro Mendes. Seu desafio, porém, está em ampliar a base eleitoral fora do núcleo governista e evitar divisões dentro do campo conservador.

Outro nome de peso é o senador Wellington Fagundes (PL), que representa  o  segmento bolsonarista, pelo menos com a chancela da nacional do PL. Com forte apoio do Partido Liberal nacional, Fagundes retorna à disputa estadual depois da derrota em 2018. Sua candidatura simboliza a tentativa do PL de assumir protagonismo próprio no Estado, sem depender da estrutura ligada ao atual governo.

Já o senador Jayme Campos (União Brasil) surge como uma candidatura tradicional e experiente. Ex-governador e figura histórica da política mato-grossense, Jayme possui forte influência regional, principalmente em Várzea Grande. Apesar disso, enfrenta dificuldades dentro do próprio grupo político, já que parte da base governista prefere apoiar Pivetta como sucessor natural.

No campo da esquerda, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) desponta como única representante declarada do setor alinhado ao presidente Lula. Sua pré-candidatura tenta reorganizar um espaço político historicamente fragilizado em Mato Grosso, estado onde a direita mantém ampla vantagem eleitoral. Natasha aposta em alianças com partidos progressistas e no apoio do senador Carlos Fávaro.

Além dos nomes mais conhecidos, a disputa também abre espaço para candidaturas consideradas alternativas ou de renovação política. O geólogo Caiubi Kuhn (PDT) tenta atrair o eleitorado técnico e acadêmico, enquanto o empresário Marcelo Maluf (Novo) aposta em um discurso liberal ligado à gestão empresarial.

Entre os outsiders, o empresário Alex Pucinelli (Democratas) tenta se apresentar como alternativa de renovação administrativa, defendendo propostas voltadas principalmente à educação em tempo integral. Já Maurício Coelho, ligado ao Mobiliza, adota discurso econômico mais crítico ao atual modelo de gestão.

O empresário do agronegócio Maurício Tonhá (DC) entra na disputa representando setores ligados à produção rural e à reorganização partidária da Democracia Cristã no Estado. No mesmo grupo de candidaturas alternativas aparece o publicitário Rafaell Milas (MBL), que tenta atrair eleitores jovens e liberais com forte presença digital e discurso contra a política tradicional.

Na área da segurança pública, o sargento da Polícia Militar Laudicério Aguiar Machado busca construir sua candidatura com foco em valores conservadores e experiência na segurança.

Apesar do número elevado de pré-candidatos, a tendência é que o cenário passe por afunilamento até as convenções partidárias. A principal disputa, neste momento, ocorre dentro do próprio campo da direita, que concentra os nomes mais competitivos e o maior eleitorado do Estado.

O cenário também indica uma eleição marcada por três movimentos principais: a tentativa de continuidade do grupo atualmente no poder, o fortalecimento do bolsonarismo regional e o surgimento de candidaturas que buscam ocupar o espaço de renovação política.