Bruninho Samudio foi afastado dos campos por questões disciplinares e ficou fora de duas partidas do Botafogo. Aos 16 anos, o goleiro integra a equipe sub-17 do clube carioca e atua na mesma posição do pai, o ex-goleiro Bruno Fernandes.
O afastamento ocorreu durante o Campeonato Brasileiro Sub-17. Bruninho não participou, entre outros compromissos, do clássico contra o Flamengo. De acordo com o jornalista Wellington Arruda, especializado na cobertura do Botafogo, o clube não revelou quais foram os motivos específicos que levaram à punição.
O episódio ocorre meses depois de Bruninho assinar seu primeiro contrato profissional com o Botafogo. A oficialização do vínculo aconteceu no início de fevereiro e foi celebrada publicamente por Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio e avó do goleiro.
Na ocasião, Sonia destacou a importância do momento para o neto e para a família. Ela também ressaltou o esforço do adolescente até alcançar a assinatura do contrato e desejou sucesso na sequência da carreira.
Bruninho chegou ao vínculo profissional após uma temporada com participação frequente em competições das categorias de base. O goleiro também acumula convocações para seleções brasileiras de base e integrou o elenco campeão do Sul-Americano Sub-15.
No texto publicado pela avó após a assinatura, ela chamou atenção para aspectos pessoais que, segundo ela, deveriam acompanhar a trajetória esportiva do neto, como humildade, respeito e dedicação.
O Botafogo informou que a assinatura do contrato contou com a participação de profissionais do Núcleo de Saúde e Performance do clube. O acompanhamento inclui áreas como assistência social e psicologia, dentro do modelo destinado aos atletas em formação.
Ao celebrar a nova etapa, Sonia afirmou que Bruninho deveria manter os valores pessoais ao longo da carreira e reforçou o apoio da família ao jogador.
O caso Eliza Samudio
Eliza Samudio foi assassinada em junho de 2010, mas seu corpo nunca foi encontrado. No ano anterior, ela havia conhecido Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo, durante um churrasco. Os dois mantiveram um relacionamento, e Eliza engravidou.
Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A pena inicialmente estabelecida foi de 22 anos de prisão e posteriormente reduzida para 20 anos e 9 meses.
Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar pensão ao filho e teria participado de um plano para matar Eliza, com a ajuda de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor.
Em 28 de janeiro de 2013, Eliza Samudio recebeu uma certidão de óbito que apontou asfixia mecânica com emprego de violência como causa da morte.











