Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidirão a eleição presidencial de 2026 no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com a conclusão da primeira etapa da disputa, os dois candidatos passam a concentrar esforços na busca por novos apoios e pelos votos dos concorrentes que não avançaram.
Lula, aos 80 anos, tenta conquistar o quarto mandato à frente da Presidência da República. O petista governou o país entre 2003 e 2011 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023, depois de vencer Jair Bolsonaro na eleição de 2022.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, concorre pela primeira vez à Presidência. Formado em Direito, iniciou a trajetória política na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde exerceu quatro mandatos, e ocupa uma cadeira no Senado desde 2019. Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não chegou ao segundo turno.
A definição dos dois nomes encerra o primeiro turno de uma campanha marcada pela disputa entre petismo e bolsonarismo. A partir de 5 de outubro, as campanhas passam a buscar diretamente os eleitores dos demais candidatos que ficaram fora da etapa decisiva.
Disputa no primeiro turno
Durante os 49 dias de campanha, Lula e Flávio alternaram posições nas pesquisas e protagonizaram os principais confrontos da eleição. Os dois também direcionaram ataques aos adversários e procuraram associar o outro lado a temas negativos ao longo da disputa.
Lula explorou a ligação de Flávio com Jair Bolsonaro, defendeu ações de seu governo e procurou relacionar o senador a suspeitas envolvendo o Banco Master. Na reta final, o presidente intensificou o confronto direto com o adversário após pesquisas indicarem crescimento do candidato do PL.
Ao longo da campanha, o governo anunciou medidas com impacto econômico e social, entre elas uma nova edição do Desenrola Brasil, ações para conter a alta dos combustíveis, alterações na tributação de compras internacionais de até US$ 50 e reajuste do Bolsa Família. Também foi editada uma medida provisória relacionada às apostas esportivas e aos cassinos on-line.
Flávio Bolsonaro concentrou críticas na atuação do governo federal em áreas como economia e segurança pública. O senador também retomou pautas associadas ao antipetismo, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e explorou investigações envolvendo pessoas próximas a Lula.
O candidato do PL também procurou construir uma imagem própria em relação ao pai e reconheceu erros cometidos durante o governo de Jair Bolsonaro. A estratégia incluiu uma aproximação maior com o eleitorado feminino e forte atuação nas redes sociais.
A candidatura de Flávio enfrentou resistência dentro de setores da própria base bolsonarista. Antes de ganhar força na disputa, houve integrantes do campo político que defendiam outros nomes para a corrida presidencial. Ainda assim, o senador chegou ao primeiro turno como candidato do PL.
Durante a campanha, Flávio também foi alvo de publicações nas redes sociais que atribuíam a ele a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O senador, porém, nunca defendeu publicamente essa proposta.
Do lado petista, questões internas e investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente também foram utilizadas pelos adversários durante a campanha. Os embates relacionados ao Supremo Tribunal Federal ganharam espaço especialmente na reta final da disputa.
Calendário do segundo turno
A campanha para a segunda etapa começa em 5 de outubro, quando ficam novamente autorizados atos de rua e anúncios na internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será retomada em 9 de outubro.
O horário eleitoral gratuito termina em 23 de outubro, mesma data-limite para a realização de debates. No dia seguinte, 24 de outubro, termina o prazo para carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha.
Em 25 de outubro, os eleitores brasileiros voltarão às urnas para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula quem comandará o país pelos próximos quatro anos.



















