Cúpula do Centrão aposta em vitória de Flávio Bolsonaro e amplia apoio à candidatura

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Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro
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Integrantes da cúpula do Centrão passaram a tratar a vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial como certa, após o resultado do primeiro turno e a sequência de adesões à candidatura do senador. A disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o segundo turno realizado em 25 de outubro.

O movimento ganhou força na terça-feira (6/10), quando a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou oficialmente apoio a Flávio. No primeiro turno, as duas siglas haviam optado pela neutralidade na disputa nacional.

A decisão foi comunicada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do PP no Senado, depois de uma reunião com parlamentares das duas legendas em Brasília. Segundo ela, foi estabelecida uma orientação partidária para o segundo turno, com possibilidade de punição aos integrantes que desrespeitarem a determinação e apoiarem Lula.

A posição pode atingir o deputado federal André Fufuca (PP-MA), eleito senador pelo Maranhão. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou ter conversado com o parlamentar e disse que ele sinalizou a intenção de apoiar pessoalmente Lula, apesar da decisão nacional do PP.

No primeiro turno, União Brasil e PP mantiveram uma postura de neutralidade, enquanto os diretórios estaduais ficaram autorizados a formar alianças próprias. A estratégia permitia às siglas preservar espaço de negociação com os candidatos que avançassem para a segunda etapa da eleição.

Agora, a aproximação com Flávio também é considerada pelas lideranças do Centrão sob a perspectiva de um eventual novo governo. O Congresso eleito terá forte presença de partidos de direita, e o PL aparece entre as principais forças do Legislativo.

Embora tenha perdido espaço na Câmara, o Centrão mantém capacidade de influenciar a aprovação de projetos e reformas. Por isso, dirigentes partidários avaliam não apenas o resultado da votação de 25 de outubro, mas também a formação do próximo governo e a correlação de forças no Congresso.

A campanha de Flávio também iniciou conversas com outras legendas. O coordenador-geral da candidatura, senador Rogério Marinho (PL-RN), procurou dirigentes de partidos do Centrão, entre eles o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. A legenda ainda não havia definido oficialmente se apoiaria Flávio ou permaneceria neutra, embora houvesse tendência de alinhamento com o senador.

Além dos partidos do Centrão, Flávio recebeu manifestações de apoio de políticos que disputaram o primeiro turno. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou apoio ao senador e afirmou que votaria contra o PT. Em Goiás, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou apoio à candidatura.

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou do evento realizado em Goiânia, no comitê do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

O partido Novo também se preparava para formalizar apoio a Flávio no segundo turno, em reunião com parlamentares da legenda e integrantes eleitos no primeiro turno. O encontro deveria contar ainda com a participação do presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro.