A Polícia foi acionada para os procedimentos de liberação do corpo de Lurdes Maria Padilha, jovem de 24 anos que morreu durante uma cirurgia plástica realizada no Hospital-Geral de Cuiabá, na sexta-feira (16). A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda conclusão dos laudos periciais para verificar eventual existência ou não de falhas no serviço prestado pelo médico Euller Gustavo, que realizou o procedimento em Lurdes.
CRM abre sindicância para investigar médico após morte de jovem em cirurgias plásticas
Segundo informações preliminares, a paciente realizava procedimentos de lipoaspiração e colocação de próteses mamárias quando apresentou complicações durante a cirurgia. A equipe médica realizou manobras de reanimação por duas horas, mas a mulher não resistiu e morreu.
A Polícia Civil solicitou a realização de exame de necropsia, conduzido por uma médica legista da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Conforme informado pela corporação neste sábado (17), a investigação aguarda a conclusão dos laudos periciais, que deverão contribuir para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias em que ocorreu, inclusive para verificar a eventual existência ou não de falhas na prestação do atendimento médico e hospitalar.
Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha realizava cirurgias estéticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, como prótese mamária e lipoescultura, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela era casada e deixa dois filhos. O médico Euller Gustavo Pompeu relatou que foi agredido e ameaçado na unidade.
Ainda no local, familiares de Lurdes partiram para cima do cirurgião ao receber a notícia, chegando a agredi-lo com soco no rosto. A Polícia Militar foi acionada e um boletim foi registrado. O caso será investigado pela Polícia Civil.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) vai instaurar sindicância para apurar as circunstâncias do falecimento da jovem. A entidade lamentou profundamente o ocorrido e expressou suas condolências aos familiares e amigos.
No mesmo comunicado, emitido neste sábado, informou que será instaurada uma sindicância ex officio para apurar rigorosamente a dinâmica e todas as circunstâncias que envolveram o atendimento e o falecimento da paciente.
O procedimento de apuração sobre o caso tramitará sob absoluto sigilo, e que a sindicância é um trâmite para buscar a verdade dos fatos com profundidade, o que não significa condenação prévia em relação a Euller e sua equipe, os quais terão direito à ampla defesa e contraditório.




















