Senadores de Mato Grosso se unem em votação sobre o fim da escala 6×1

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Reprodução
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Os três representantes de Mato Grosso no Senado Federal, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL), estão no centro das discussões sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O tema avançou no Congresso Nacional e mobiliza parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo.

Jayme Campos declarou apoio à mudança e defendeu que o Senado delibere sobre a proposta o mais rapidamente possível. Em manifestação pública, o senador afirmou que a adoção de cinco dias de trabalho e dois de descanso pode representar um avanço nas relações trabalhistas.

Em outubro de 2026, Jayme voltou a confirmar seu posicionamento favorável à proposta durante sessão no Senado. O parlamentar afirmou que não pretende mudar de opinião diante de pressões contrárias e classificou a matéria como relevante para os trabalhadores brasileiros.

Wellington Fagundes, por sua vez, havia manifestado ressalvas ao texto em discussão. O senador defendeu a ampliação do debate com empresários, trabalhadores e representantes dos setores produtivos, alertando para possíveis efeitos sobre os custos das empresas, os preços ao consumidor e a geração de empregos.

Entre as alternativas apresentadas durante a tramitação, Wellington também assinou uma proposta que prevê maior flexibilidade na organização da jornada de trabalho, permitindo ao trabalhador optar entre o modelo tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um regime baseado nas horas trabalhadas.

A proposta de redução da jornada prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por um modelo com dois dias de folga semanal, além da diminuição do limite de 44 para 40 horas trabalhadas por semana. O texto também prevê a manutenção dos salários.

A discussão ocorre em meio à pressão de entidades empresariais e organizações de trabalhadores sobre os senadores. Enquanto defensores da mudança destacam a ampliação do período de descanso, representantes do setor produtivo apontam a necessidade de avaliar os impactos econômicos e as particularidades de cada atividade.

A definição das novas regras depende da tramitação e das votações previstas no Congresso Nacional.