O juiz João Bosco Soares da Silva, titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a manutenção da prisão de Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a própria esposa, a empresária Nilza Moura de Souza, de 64 anos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (6). O processo corre em sigilo.
Nilza foi encontrada enterrada no quintal da residência do casal, em uma cova com cerca de dois metros de profundidade. Conforme as investigações, a vítima foi assassinada na segunda-feira (4) por estrangulamento com abraçadeiras de nylon.
Após o crime, Jackson procurou as autoridades para registrar o desaparecimento da esposa e, posteriormente, esteve na Delegacia de Estelionatos alegando estar sendo vítima de extorsão por supostos sequestradores.
As versões apresentadas pelo suspeito levantaram suspeitas durante o depoimento. A delegada Eliane Moraes identificou inconsistências nas declarações e conseguiu obter a confissão do investigado sobre o feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, Jackson e Nilza mantinham relacionamento havia aproximadamente 12 anos. A principal linha de investigação aponta motivação financeira. De acordo com a apuração, após o assassinato, o suspeito tentou vender a caminhonete da empresária.
Ao deixar a Delegacia de Estelionatos nesta quarta-feira (6), Jackson afirmou estar arrependido. Inicialmente, ele declarou que desentendimentos com a vítima teriam provocado o crime. Em seguida, alegou que Nilza dificultava sua convivência com os filhos. Apesar disso, a polícia trabalha com a hipótese de que o feminicídio tenha sido motivado pelo interesse nos bens da vítima.




















