Prefeito Abilio volta a criticar obras do Mercado Municipal e afirma que calçadas feitas pela CS Mobi são “feias pra burro”

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Foto: Olhar Direto
ALMT TRANSPARENCIA

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a fazer duras críticas à concessionária CS Mobi, responsável pela revitalização do Mercado Municipal Miguel Sutil e pela gestão do estacionamento rotativo da capital. Em entrevista concedida nesta terça-feira (29), o chefe do Executivo municipal questionou a legalidade e os benefícios do contrato firmado com a empresa, além de criticar a qualidade das obras realizadas no centro da cidade.

Segundo Abilio, o projeto de revitalização do Mercado Municipal favorece exclusivamente a empresa, que poderá explorar comercialmente o espaço por 30 anos, inclusive cobrando da própria prefeitura, caso a administração ocupe alguma sala no prédio. “Ela está construindo um prédio para ela, numa área pública, durante 30 anos. E nós que estamos pagando uma parte dessa construção. Que vantagem tem isso?”, questionou o prefeito, afirmando que o contrato é “danoso aos cofres do município”.

O prefeito também contestou os valores dos investimentos anunciados pela concessionária, classificando-os como inflacionados e desproporcionais à qualidade da obra. As calçadas construídas na área central da cidade foram duramente criticadas por Abilio: “É só você ver como estão as obras das calçadas. Uma caixa de concreto feia pra burro, horrível, e destruindo as nossas calçadas no centro da cidade.”

As obras do Mercado Municipal preveem melhorias como reparos em calçadas e vias, instalação de pontos de ônibus, mobiliário urbano e dispositivos como relógios inteligentes. No entanto, segundo o prefeito, os benefícios são insuficientes para justificar o modelo de parceria público-privada firmado pela antiga gestão.

Abilio afirmou que irá recorrer “em todas as instâncias” contra o contrato de concessão nº 558/2022. A declaração ocorreu após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) instalar uma mesa técnica para tentar mediar um acordo entre o município e a CS Mobi. A concessionária alega que a prefeitura é responsável por uma dívida de R$ 13,7 milhões, valor que, segundo a empresa, tem comprometido o andamento das obras.

O prefeito também contestou a forma como a gestão anterior vinculou repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ao contrato, afirmando que a medida foi feita sem respaldo jurídico e sem a necessária tramitação na Câmara Municipal.

FONTE – RESUMO