A mulher e seu amante foram detidos sob acusações de tortura e assassinato do esposo dela em MT

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Foto: Reprodução
ALMT

Casal é preso em operação por tortura e homicídio em Mato Grosso

Um casal foi preso nesta sexta-feira (28) durante a “Operação Nox Mortis”, deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá. A ação cumpriu mandados de busca e prisão contra os suspeitos pelo crime de tortura e homicídio de Benedito Silva dos Santos, de 45 anos. O crime ocorreu em outubro de 2024, no município de Nobres (MT). Durante a operação, os policiais também apreenderam os aparelhos celulares dos investigados.

Reconstituição do crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Benedito passou parte do dia do crime na companhia da suspeita, então sua esposa, e chegou a visitar familiares e amigos. No entanto, ao retornar para casa, já à noite, foi surpreendido pelo autor do homicídio e brutalmente assassinado.

A vítima foi atingida por golpes na cabeça e no pescoço com um objeto semelhante a uma pá ou outra ferramenta de trabalho rural, conforme apontam os laudos periciais.

Tentativa de obstrução da justiça

Na época do crime, diversas denúncias anônimas indicaram o casal como responsável pelo homicídio. Os suspeitos teriam tomado medidas para eliminar evidências, como destruir a rede de internet da residência, apagar mensagens de celulares e combinar versões dos fatos para dificultar as investigações.

Durante os depoimentos, o casal negou qualquer envolvimento no crime. Entretanto, técnicas investigativas comprovaram a presença do suspeito no local no momento do assassinato, além de registros que indicam sua presença na residência em noites anteriores ao crime.

Pacto de sangue e motivação do crime

As investigações revelaram que o casal possuía um “pacto de sangue” e ostentava uma tatuagem idêntica, retratando um casal armado e abraçado, com as iniciais “J” e “F” e a frase: “Você me protege! Eu mato por você!”.

A Polícia Civil apura ainda que os suspeitos cometeram o crime para eliminar um obstáculo ao novo relacionamento e usufruir da pensão da vítima, uma vez que Benedito ainda era casado formalmente com a suspeita.

A investigação segue em andamento para identificar eventuais outros envolvidos no caso.

 

 Da Redação com informações do Olhar Direto