Responsável por Lavar R$ 65 Milhões do Tráfico, WT Permanece em Regime de Segurança Máxima em Cuiabá

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Foto: Reprodução
CAMARA VG

Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT”, permanece detido em uma ala de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, após decisão do juiz João Francisco Campos de Almeida. WT, que integra a alta cúpula do Comando Vermelho em Mato Grosso, responde a várias ações penais por envolvimento em crimes relacionados ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi identificado como tesoureiro da facção em Mato Grosso, sendo responsável por movimentar R$ 65 milhões em um esquema que durou dois anos.

O pedido de revogação da decisão que manteve WT em regime de isolamento foi apresentado pela defesa, que solicitou, também, a liberação de água mineral para o detido, conforme recomendação médica. No entanto, em decisão proferida recentemente, o juiz ressaltou que a manutenção de WT em regime diferenciado foi respaldada pela maioria de um colegiado de juízes e ocorreu após um processo que tramita sob sigilo absoluto. A medida, que visa garantir a segurança da sociedade, foi estabelecida por um período de seis meses.

Investigação e Esquema de Lavagem de Dinheiro

As investigações da Polícia Civil, lideradas pelos delegados Gustavo Belão, Rafael Scatolon e Frederico Murta, apontaram que, mesmo após ser preso em 2021, WT continuou comandando atividades criminosas do interior da prisão, incluindo o controle financeiro da facção. O esquema de lavagem de dinheiro envolvia transações com imóveis, veículos e até um time de futebol amador, o “Amigos WT”, utilizado para dissimular a origem ilícita dos recursos.

A Operação Apito Final, deflagrada em 2024, desarticulou esse complexo esquema de lavagem de dinheiro que movimentou, pelo menos, R$ 65,9 milhões. No momento de sua prisão, em Maceió, WT estava acompanhado de outros membros da facção, como Andrew, Alex Júnior e Tayrone Fernandes de Souza, durante um torneio de futebol amador. Ele também estava em descumprimento de medidas judiciais, pois não usava a tornozeleira eletrônica que havia sido imposta anteriormente.

Prisões e Transferência para Cuiabá

WT e seus comparsas foram presos em 29 de março de 2024, em Maceió, e posteriormente transferidos para Cuiabá em abril, por ordem judicial. Desde então, ele segue em regime diferenciado na Penitenciária Central do Estado, dado seu alto grau de envolvimento com o Comando Vermelho. Além de responder pela Operação Apito Final, WT é investigado em outros casos, como nas operações Ativo Oculto e PC Impacto, o que reforça a necessidade de sua permanência em segurança máxima.

A Polícia Civil segue com as investigações, aprofundando o desmantelamento das atividades ilícitas do Comando Vermelho em Mato Grosso.

FONTE – RESUMO