O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, na última terça-feira (26), a prisão de Eliton Mendes Boroviec, integrante de um grupo criminoso responsável por um atentado contra o posto de fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), localizado em Colniza, no mês de dezembro de 2024. O grupo foi denunciado por tentativa de latrocínio, extorsão e porte ilegal de armas. Em julgamento recente, a Quinta Turma da Corte negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus que visava a liberdade de Eliton.
Em decisão anterior, o ministro Herman Benjamin já havia negado o pedido de liberdade do réu, destacando a gravidade do crime e a evidência de um modus operandi sofisticado. A prisão foi mantida, pois o pedido de relaxamento da prisão cautelar ou sua substituição por medidas alternativas não foi aceito, com base na necessidade de preservar a ordem pública.
O caso remonta ao dia 6 de dezembro de 2024, quando Eliton e outros seis homens invadiram o posto do Indea, localizado no distrito de Guariba, às margens do Rio Roosevelt. Durante a ação criminosa, os suspeitos renderam dois balseiros, roubaram um caminhão de transporte de madeira ilegal e dispararam contra policiais militares que faziam a segurança do local. Um sargento foi gravemente ferido, sendo levado a um hospital em estado crítico.
A investigação revelou que o grupo praticou os crimes com extrema violência e, após o roubo, fugiu, mas foi capturado dias depois pelas forças de segurança. O caminhão e a carga de madeira foram recuperados e apreendidos. Sete membros do grupo estão presos, enquanto outros quatro suspeitos ainda estão foragidos. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a prisão preventiva dos envolvidos para garantir a ordem pública.
FONTE – RESUMO