Governo prepara Desenrola para adimplentes; confira as regras e quem poderá participar

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Ricardo Stuckert/Presidência
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O governo federal está finalizando uma nova etapa do programa Desenrola voltada a pessoas que permanecem adimplentes, mas convivem com financiamentos de alto custo. A proposta busca oferecer condições mais vantajosas para a renegociação de contratos de crédito, permitindo a redução dos juros pagos pelos participantes.

Diferentemente das edições anteriores, direcionadas à negociação de dívidas em atraso, a nova modalidade atenderá trabalhadores que seguem quitando suas parcelas regularmente, mesmo enfrentando taxas elevadas nas operações de crédito pessoal.

O público-alvo será composto principalmente por trabalhadores informais, que normalmente encontram mais dificuldades para acessar linhas de crédito com juros reduzidos devido à ausência de vínculo formal de emprego.

Entre os critérios previstos para participação estão a existência de contratos de crédito pessoal sem consignação, com valor de até R$ 15 mil, além da exigência de que o beneficiário tenha pago, no mínimo, cinco parcelas do financiamento sem atraso.

A expectativa do governo é que as novas operações ofereçam taxas mensais entre 3,49% e 3,99%, percentual inferior ao praticado atualmente nessa modalidade de crédito. Para viabilizar a redução dos juros, o programa utilizará um fundo garantidor, mecanismo que diminui o risco das instituições financeiras.

Segundo o governo, a iniciativa pretende beneficiar pessoas que mantêm seus compromissos financeiros em dia, mas comprometem parte significativa da renda com parcelas de empréstimos contratados em condições menos favoráveis.

O lançamento oficial do Desenrola para adimplentes ainda depende da publicação das regras definitivas pelo governo federal, que deverá detalhar o funcionamento do programa e o calendário de adesão.