A avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou piora ao longo de agosto, segundo o Lulômetro, acompanhamento diário da popularidade do presidente. Na quarta-feira (12), 37% dos entrevistados classificavam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 30% a consideravam boa ou ótima, uma diferença de sete pontos percentuais.
No fim de julho, os dois indicadores estavam empatados em 35%. Naquele momento, a trajetória apontava para uma possível recuperação da avaliação positiva do governo. A mudança começou a ser registrada a partir de 3 de agosto, quando a tendência passou a favorecer a desaprovação.
Desde o início do mês, a avaliação negativa oscilou dois pontos para cima, enquanto a aprovação recuou cinco pontos. O índice de avaliação regular, por sua vez, chegou a 32%, ante 29% registrados em 31 de julho.
A alteração ocorreu durante o período de defeso eleitoral, iniciado em 4 de julho. Nesse intervalo, candidatos não podem utilizar publicidade institucional nem participar de inaugurações de obras. O período se estende até 25 de outubro, data prevista para o encerramento das eleições.
Agosto também foi marcado pela abertura de dois novos inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, em investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência.
Em uma das apurações, surgiu o nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-assessor de Lula. Ele admitiu ter recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, conhecida como “amiga de Lulinha”.
Marcola deixou a campanha de Lula na semana anterior, em meio às suspeitas relacionadas ao caso. O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também foi afastado da campanha.
A partir de domingo (16), Lula terá uma nova oportunidade para tentar modificar o cenário. Nessa data começa oficialmente a propaganda eleitoral, com autorização para veiculação de publicidade paga ou impulsionada na internet, realização de comícios e uso de equipamentos de som nas ruas.
Também será permitida a divulgação paga de propaganda na imprensa escrita, com reprodução do conteúdo na internet, respeitado o limite de dez anúncios por veículo em datas diferentes.















