Pesquisas internas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a indicar, nos últimos dias, uma possível concentração de votos no petista e no senador Flávio Bolsonaro (PL). A leitura feita por integrantes do PT é de que parte dos eleitores que declaravam intenção de votar em candidatos com percentuais menores pode estar migrando para os dois nomes à medida que a eleição se aproxima.
De acordo com essa avaliação, um dos sinais do movimento seria o crescimento simultâneo de Lula e Flávio, acompanhado por oscilações negativas nas intenções de voto de outros candidatos à Presidência. O fenômeno é associado ao chamado voto útil, quando o eleitor deixa de apoiar uma candidatura com menor intenção de voto para escolher outra.
Os dados de pesquisas públicas recentes também registraram alterações semelhantes, embora as variações estejam dentro das respectivas margens de erro. No levantamento da Quaest divulgado em 21 de setembro, Lula passou de 36% para 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 31% para 33% em uma semana.
No mesmo levantamento, Augusto Cury (Avante) oscilou de 7% para 6%, enquanto Renan Santos (Missão) passou de 4% para 3%. Ronaldo Caiado (PSD) permaneceu com 4%, e Romeu Zema (Novo) registrou 1%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro. A margem de erro informada para o levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo a leitura atribuída à campanha petista, os números podem indicar uma mudança gradual na distribuição dos votos na reta final da disputa. O movimento, porém, é descrito como ainda inicial, e os resultados disponíveis permanecem sujeitos às margens de erro das pesquisas.












