Depoimento de neta indica que idosa de 91 anos já apresentava lesões antes de abuso investigado

0
14
Reprodução
[pro_ad_display_adzone id="52768"]

A investigação sobre o caso envolvendo o pastor e servidor público Dario da Conceição, de 61 anos, preso sob suspeita de estuprar a sogra de 91 anos em Registro, no interior de São Paulo, ganhou novos elementos após o depoimento da neta da vítima. Segundo documentos da Polícia Civil, a mulher afirmou que a idosa já apresentava machucados antigos pelo corpo, observados durante os cuidados diários prestados à avó.

Técnica em enfermagem, a neta relatou aos investigadores que as lesões identificadas não eram recentes e já estavam presentes antes das imagens registradas pelas câmeras de monitoramento que flagraram o abuso. A informação passou a integrar a apuração conduzida pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, o relato da familiar, aliado às marcas encontradas na vítima, às gravações obtidas pelas câmeras e aos demais elementos reunidos durante a investigação, fortalece a hipótese de que a idosa possa ter sido submetida a uma sequência de abusos ao longo do tempo. A mulher está acamada e depende da assistência constante de familiares.

Dario da Conceição foi preso em flagrante no dia 23 de junho, acusado de estuprar a sogra enquanto a esposa e o filho participavam de um culto religioso. Conforme a investigação, antes da ação, o suspeito teria desligado a internet da residência com o objetivo de interromper o monitoramento remoto das câmeras instaladas no quarto da vítima.

Apesar da interrupção da conexão, o sistema continuou armazenando as imagens em seu equipamento interno. Posteriormente, os familiares localizaram as gravações e as entregaram à Polícia Civil, o que resultou na prisão do investigado. A Justiça posteriormente converteu a detenção em prisão preventiva.

Segundo os investigadores, a interrupção do sinal de internet demonstra indícios de planejamento da ação. As imagens recuperadas mostram, conforme a apuração policial, o momento em que o suspeito teria cometido o abuso contra a idosa.

Após o retorno da família para casa, Dario foi questionado sobre o ocorrido. Conforme depoimento do filho à Polícia Civil, o pastor negou participação e afirmou que não se lembrava do que havia acontecido. Durante o interrogatório oficial, no entanto, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio e informou que apresentaria sua versão apenas em juízo.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar se houve outros episódios de violência sexual contra a vítima antes do caso registrado pelas câmeras de segurança.