Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência que discutirá a investigação dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras. O processo pode resultar na imposição de tarifas de até 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.
A reunião é realizada nesta segunda-feira (6/7), nos Estados Unidos, e contará com representantes do governo americano, integrantes do setor produtivo e Flávio Bolsonaro, que participará na condição de testemunha.
A coluna apurou que, nos últimos dias, representantes do empresariado passaram a perceber maior resistência por parte das autoridades americanas nas negociações.
Nos bastidores, o temor é que a disputa política contamine as discussões técnicas e dificulte ainda mais uma solução favorável ao Brasil.
Outra preocupação do setor diz respeito ao documento encaminhado pelo senador ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada.
Na avaliação de integrantes da indústria, a proposta apresentada por Flávio pode enfraquecer a posição brasileira em um dos temas mais sensíveis da negociação: o comércio de etanol e açúcar.
No texto, o parlamentar defende um acordo de reciprocidade total, o chamado modelo “zero a zero”, para as tarifas de importação desses produtos entre Brasil e Estados Unidos.
Quem está na reunião
Participam da audiência representantes brasileiros de diferentes setores da economia, incluindo Andressa Silva (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), Marcelo Schunn Junqueira (Sociedade Rural Brasileira), Fernanda Carneiro (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Marcos Matos (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) e José Luiz Pimenta Junior (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel).
Também estão presentes João Marcelo Messas (Associação Brasileira de Exportadores de Mel), Rodrigo A. de Ouro Preto Santos (Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, Andrea Almeida (União Nacional do Etanol de Milho) e Welber Barral (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), entre outros representantes do setor produtivo.
No segundo grupo, participaram o senador Flávio Bolsonaro e representantes de entidades, como a Confederação Nacional da Indústria e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Também estiveram presentes representantes da Associação Brasileira da Indústria de Calçados, da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Cerâmicos e de empresas e organizações dos setores de mineração, engenharia e bioenergia.














