Às vésperas das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em posição mais adiantada na articulação dos palanques estaduais para a disputa presidencial. O petista já conta com definições em 25 estados e no Distrito Federal, restando apenas Goiás como ponto pendente. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda precisa concluir acordos em seis estados.
As convenções, que começam nesta segunda-feira (20), marcam a etapa em que partidos e federações oficializam candidaturas e definem alianças para as eleições. O prazo para esses encontros vai até 5 de agosto, enquanto o registro das candidaturas deverá ser feito até 15 de agosto.
Na última semana, o PT avançou nas negociações ao confirmar o lançamento de Patrus Ananias como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, um dos principais colégios eleitorais do país. Com essa definição, a única pendência do partido passou a ser Goiás.
Antes da escolha em Minas Gerais, o presidente Lula buscou viabilizar outras alternativas para a disputa estadual, mas as negociações não prosperaram. A definição do nome do partido permitiu ao PT ampliar a presença de candidaturas alinhadas à campanha presidencial.
Do lado do PL, o cenário segue mais indefinido. A legenda ainda não fechou apoio para candidaturas aos governos de Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco. Além disso, Flávio Bolsonaro permanece sem anunciar o nome que integrará sua chapa como candidato a vice-presidente.
Em alguns estados, as negociações continuam em andamento. No Espírito Santo, as conversas caminham para um entendimento com o Republicanos. Já em Pernambuco e Alagoas, integrantes das articulações avaliam que o partido pode chegar às eleições sem formalizar coligações para a disputa estadual.
No Maranhão, o cenário também permanece indefinido para o PL. O estado é considerado estratégico nas articulações, mas ainda não há um nome consolidado para representar o palanque de Flávio Bolsonaro.
Após a realização das convenções e o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, a campanha eleitoral terá início oficialmente em 16 de agosto, quando passa a ser permitida a propaganda nas ruas e na internet.
















