Uma servidora pública estadual foi vítima de um esquema de extorsão que lhe causou um prejuízo superior a R$ 1,1 milhão. Conforme as investigações, uma colega de trabalho criou uma falsa história envolvendo dívidas com agiotas e convenceu a vítima de que ela e seus familiares corriam risco de sofrer represálias caso os pagamentos não fossem efetuados.
O golpe teria sido mantido entre 2022 e 2025. Durante esse período, a servidora realizou empréstimos bancários, utilizou limites de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e comprometeu valores destinados aos filhos e à construção de uma residência para atender às sucessivas exigências financeiras.
Segundo a apuração, a investigada alegava que um outro servidor público havia contraído uma dívida e que criminosos já conheciam a identidade das duas mulheres. A partir dessa narrativa, afirmava que os supostos agiotas poderiam atacar familiares caso os valores não fossem pagos, levando a vítima a acreditar que estava protegendo a si mesma e pessoas próximas.
O caso começou a ser esclarecido após o marido da servidora perceber mudanças no comportamento da esposa e notar o abalo emocional causado pelas constantes cobranças. A situação foi comunicada às autoridades, que iniciaram as investigações.
As diligências apontaram que o esquema envolvia outros suspeitos, entre eles servidores da área da Saúde e um policial militar. O caso segue sob investigação para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e apurar todas as circunstâncias da fraude.

















