Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,37 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme balanço divulgado pela estatal neste sábado (29). Com o resultado, o acumulado negativo nos primeiros seis meses do ano chegou a R$ 5,55 bilhões.

O rombo registrado no semestre representa um crescimento de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar disso, o prejuízo entre abril e junho foi 5,5% menor na comparação com o segundo trimestre do ano anterior.

Na comparação com os três primeiros meses de 2026, quando os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões, houve uma redução de 24,4% no resultado negativo.

Crise financeira

Segundo a estatal, a redução das receitas provenientes dos serviços postais tradicionais, o avanço dos custos operacionais e as despesas relacionadas a passivos judiciais continuam afetando o desempenho financeiro da empresa.

“A administração reconhece que a melhora operacional observada no primeiro semestre de 2026 ainda não se refletiu integralmente na geração recorrente de caixa nem na recomposição dos indicadores econômico-financeiros e patrimoniais da empresa”, afirmaram os Correios.

A companhia encerrou 2025 com prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões e registra resultados negativos desde 2022.

Em dezembro do ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto ao Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander. A operação teve garantia da União.

Plano de reestruturação

Para recuperar o equilíbrio financeiro, os Correios estimam a necessidade de R$ 20 bilhões. A estatal negocia atualmente um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.

A empresa também deverá receber R$ 6 bilhões da União em 2027. Os recursos fazem parte das medidas previstas para enfrentar a crise financeira.

O plano de reestruturação inclui programas de demissão voluntária, redução de despesas e renegociação de dívidas. A expectativa é utilizar parte dos novos recursos para diminuir o endividamento e reduzir a pressão sobre o caixa nos próximos anos.