“Sarinha da Toyota” permanece presa após audiência de custódia em Sorriso“Sarinha da Toyota” permanece presa após audiência de custódia em Sorriso

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Reprodução
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Vitória Sara Bezerra Lupatini, conhecida como “Sarinha da Toyota”, teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia nessa sexta-feira (28), um dia depois de se apresentar à Polícia Civil em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Durante o procedimento, a jovem permaneceu em silêncio.

Segundo a investigação, Vitória seria uma das principais integrantes de um suposto esquema de desvio de veículos que teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões em cerca de um ano. Ela também é investigada por outros crimes, incluindo golpes e furtos.

O advogado Willian Puhl, que representa a investigada, explicou que a audiência teve como finalidade comunicar o cumprimento do mandado de prisão preventiva. De acordo com ele, não houve análise do pedido de revogação da prisão durante o procedimento.

A defesa apresentou um habeas corpus ainda na sexta-feira (28) com o objetivo de tentar reverter a decisão que determinou a prisão preventiva.

Conforme o advogado, a magistrada responsável pela audiência de custódia não foi a mesma que decretou a prisão preventiva. Por esse motivo, segundo Puhl, não houve naquele momento uma nova análise sobre a manutenção da medida.

Como funcionaria o suposto esquema

As investigações tiveram início depois que foram identificadas inconsistências financeiras e comerciais em operações realizadas em uma concessionária de Sorriso. Conforme a apuração, o grupo teria utilizado a estrutura e a credibilidade da empresa para atrair clientes e, posteriormente, desviar veículos e valores.

Os clientes entregavam carros usados como parte do pagamento na aquisição de veículos novos. Segundo os investigadores, esses automóveis eram encaminhados para outras garagens relacionadas ao grupo, sem que os valores correspondentes fossem descontados das negociações, como havia sido combinado com os proprietários.

Até o momento, a investigação identificou entre 15 e 20 possíveis vítimas. O prejuízo diretamente calculado já ultrapassa R$ 2 milhões, mas o valor pode aumentar conforme novas diligências sejam realizadas e outras pessoas sejam identificadas.

Além dos veículos, os investigadores apontam que quantias pagas pelos clientes teriam sido direcionadas para contas bancárias pertencentes a pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados.

Bloqueio de bens

A Justiça determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e a indisponibilidade patrimonial de até R$ 2 milhões. Também foi autorizado o sequestro de veículos encontrados durante as buscas que apresentem indícios de relação com os crimes investigados.

As apurações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos, identificar eventuais novas vítimas e dimensionar o prejuízo causado pelo suposto esquema.