Hercílio Júnio Freitas Cordeiro, de 22 anos, foi preso preventivamente na manhã deste sábado (5), em Cuiabá, seis dias depois de atropelar e matar o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos. A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).
O motorista havia se apresentado à Polícia Civil na noite de quinta-feira (3) e novamente na manhã de sexta-feira (4). Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio.
O acidente aconteceu na madrugada de domingo (30), na Avenida Isaac Póvoas. Antes da colisão que resultou na morte de Paulo Messias, Hercílio teria se envolvido em outro atropelamento no mesmo local. A primeira vítima ficou ferida.
Na sequência, o motorista atingiu Paulo Messias, que morreu ainda no local. Depois dos acidentes, Hercílio abandonou a BMW em frente ao Hospital Estadual Santa Casa e deixou o local a pé.
Dados de um radar da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), instalado no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Barão de Melgaço, indicaram que o veículo trafegava a 177 km/h às 0h45. O limite estabelecido para a via é de 60 km/h.
Considerando o desconto aplicado na aferição do equipamento, a velocidade utilizada para fins de fiscalização foi de 165 km/h, o que representa 105 km/h acima do limite permitido.
A Polícia Civil também apura a possibilidade de o motorista ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Antes dos acidentes, ele estava em uma boate, onde teria participado de uma confusão e sido retirado do estabelecimento por seguranças.
Imagens das câmeras de segurança da boate estão sendo analisadas pelos investigadores. A polícia também aguarda laudos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos acidentes e as circunstâncias que antecederam as colisões.
Hercílio também responde a um processo relacionado a uma ocorrência de violência doméstica registrada recentemente em Goiânia (GO). Em abril deste ano, ele foi preso em flagrante após um episódio envolvendo a então esposa.
Conforme o registro policial, a mulher afirmou ter sido agredida com socos e chutes. Ela também relatou que foi enforcada e teve os cabelos puxados, além de ter o celular quebrado e receber ameaças de morte.
O processo relacionado ao caso de violência doméstica tramita na Justiça de Goiás.













