O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que poderá apoiar o prefeito Abilio Brunini caso seja eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo o parlamentar, ele integra a base de apoio à gestão desde o início do mandato e mantém uma relação de parceria com o chefe do Executivo, embora atualmente se declare independente.
Ilde explicou que o processo de articulação para a escolha da Mesa Diretora provocou um afastamento entre ele e o prefeito. Antes da mudança para o Podemos, o grupo do vereador estava no PSB. Com a troca partidária, a legenda passou a contar com seis vereadores e anunciou que faria parte da base de Abilio.
“Sempre fui base. A nossa maior bancada era o PSB, fomos para o Podemos e nos tornamos a maior bancada com seis vereadores e anunciamos que o Podemos estaria na base. O processo de eleição da Mesa nos afastou”, afirmou Ilde.
O vereador disse ainda que já tinha interesse em disputar a Presidência da Câmara, mas não esteve entre os primeiros nomes considerados por Abilio para ocupar o comando do Legislativo municipal.
De acordo com Ilde, inicialmente o prefeito teria articulado em torno do vereador Dilemário Alencar (União Brasil), com quem mantém uma relação construída desde o período em que Abilio também exerceu mandato de vereador. Depois, a vereadora Paula Calil (PL), colega de partido do prefeito, passou a ser considerada para a função.
“Eu não fui, em nenhum momento, escolhido pelo gestor, mas eu acho isso natural, porque cada um tem sua aproximação, sua intimidade, uma história com cada um. A gente se afastou, mas não foi para oposição, estou independente”, declarou o vereador.
Ilde Taques afirmou também que reúne 14 vereadores em seu grupo de articulação para a formação da Mesa Diretora. O grupo foi apresentado publicamente na sexta-feira (25), após um almoço realizado para formalizar o acordo entre os parlamentares.
Com a articulação em andamento, o vereador mantém a possibilidade de apoiar a administração municipal caso chegue à Presidência da Câmara, apesar do posicionamento atual de independência em relação ao Executivo.















