O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu orientações de auxiliares jurídicos para se distanciar politicamente do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), após a operação da Polícia Federal realizada na última sexta-feira (15).
Nos bastidores, advogados próximos ao parlamentar recomendaram que ele evite agendas públicas e aproximação política com Castro, diante do receio de que os desdobramentos da investigação possam gerar desgaste para sua pré-candidatura à Presidência da República.
Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A investigação apura possíveis fraudes fiscais relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Segundo interlocutores ligados ao PL do Rio de Janeiro, há preocupação de que os problemas jurídicos do ex-governador acabem impactando negativamente a imagem de Flávio Bolsonaro, que já enfrenta desgaste após o vazamento de mensagens envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Integrantes da legenda avaliam que, após a ação da Polícia Federal, Cláudio Castro passou a ser considerado um nome politicamente “tóxico” tanto para candidaturas estaduais quanto para o projeto nacional do partido.
Castro é apontado como pré-candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro, mas lideranças da sigla intensificaram discussões internas sobre uma possível substituição.
Entre os nomes cogitados para disputar a vaga ao Senado estão o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, além dos deputados federais Altineu Côrtes e Carlos Jordy, todos ligados ao partido no estado.
Apesar das articulações, dirigentes da legenda reconhecem que a decisão final sobre a candidatura deverá passar pelo senador Flávio Bolsonaro.


















