Celular de Daniel Vorcaro se torna centro de disputa entre ministros do STF

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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O acesso aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, passou a concentrar uma disputa interna no Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas da sessão marcada para esta terça-feira (15). Os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes solicitaram à Polícia Federal a íntegra do conteúdo do aparelho, que integra os elementos analisados em procedimento envolvendo supostas trocas de mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

O material deverá ser considerado pelo plenário do STF na análise de um relatório da Polícia Federal relacionado ao caso. A sessão está prevista para 15 de setembro e poderá discutir a abertura de investigação sobre a relação entre Moraes e o banqueiro.

No domingo (13), Zanin determinou que a PF encaminhasse, até as 23h, a íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O ministro também enviou o ofício ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para que tivesse ciência da decisão.

Horas depois, Gilmar Mendes reforçou a solicitação e pediu à Polícia Federal uma cópia da mídia extraída do aparelho. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

A movimentação ocorreu após o ministro André Mendonça se posicionar contra a disponibilização integral dos dados antes do julgamento. Segundo Mendonça, o acesso ao conteúdo completo poderia “tumultuar” a sessão e trazer riscos às investigações.

Mendonça afirmou que mantém em seu gabinete uma cópia dos arquivos, ainda não examinada por ele. O material original, segundo o ministro, permanece sob custódia da Polícia Federal.

A discussão sobre o conteúdo do celular ocorre em meio ao aumento das divergências entre integrantes do STF sobre a condução do caso Master. O material extraído do aparelho de Vorcaro foi utilizado na elaboração de relatório policial que apontou supostas interações entre o banqueiro e Moraes.

Com a sessão prevista para terça-feira, o acesso aos dados passou a ser um dos principais pontos de controvérsia entre os ministros. Zanin e Gilmar defendem que o conteúdo esteja disponível antes da análise pelo plenário, enquanto Mendonça sustenta que a divulgação integral neste momento pode interferir no andamento do julgamento e das investigações.