Segundo denúncia apresentada ao Supremo, o deputado teria destinado cerca de R$ 2 milhões à organização. Atualmente, Frias está no Bahrein e afirma participar de missão oficial internacional.
A nova tentativa de intimação ocorreu no âmbito de uma ação movida pela deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP), que pede investigação sobre repasses de recursos públicos para o que definiu como um “ecossistema de pessoas jurídicas interligadas”.
De acordo com a representação, Mario Frias — que também atua como produtor-executivo do filme — teria direcionado recursos de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.
Também são alvo de questionamentos os repasses destinados às seguintes entidades:
Instituto Conhecer Brasil;
Academia Nacional de Cultura;
Go Up Entertainment;
Conhecer Brasil Assessoria.
Conforme a denúncia apresentada ao STF, todas essas organizações estariam ligadas à produtora cultural Karina Ferreira da Gama, apontada como integrante da produção do filme “Dark Horse”.
Relator da ação no Supremo, Flávio Dino determinou ainda a intimação dos deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A decisão foi assinada em 21 de março, no contexto da ADPF 854.
A denúncia também aponta que a ONG Academia Nacional de Cultura teria recebido aproximadamente R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares indicadas por nomes como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon.
O filme “Dark Horse” voltou ao centro das discussões após a divulgação de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, no qual ele solicita recursos ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar a produção cinematográfica.



















