Uma perícia privada apresentada pela produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não esclareceu o destino final de cerca de R$ 75 milhões empregados na produção cinematográfica.
De acordo com o documento, o custo total da obra foi estimado em US$ 13,3 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 75 milhões. Desse montante, cerca de R$ 54,2 milhões teriam sido gastos nos Estados Unidos, enquanto R$ 20,9 milhões foram destinados a despesas realizadas no Brasil.
A perícia foi apresentada pela defesa de Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment e representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é alvo de investigação relacionada a suspeitas de desvio de recursos de um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo.
Segundo o relatório, os gastos realizados em território brasileiro foram atribuídos à etapa de produção e filmagem, incluindo despesas com elenco internacional, cachês, hospedagem, transporte, cenografia e passagens aéreas.
Já os valores desembolsados nos Estados Unidos aparecem divididos em categorias amplas, como desenvolvimento do projeto, pré-produção, produção, filmagens e pós-produção. O documento, entretanto, não detalha quais empresas ou pessoas receberam os pagamentos correspondentes a essas etapas.
A perícia afirma que os recursos utilizados na produção possuem origem privada, com base em contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e outros registros financeiros analisados. O relatório também sustenta que não foram identificados indícios de utilização de verbas públicas ou incentivos governamentais para financiar o longa.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pelas investigações, que apuram a origem e a destinação dos recursos relacionados ao projeto cinematográfico.


















