Polícia apreende Lamborghini avaliada em R$ 3,8 milhões ligada a Deolane

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Reprodução/Instagram
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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, na segunda-feira (17), uma Lamborghini Urus Performante avaliada em aproximadamente R$ 3,8 milhões, apontada como ligada à influenciadora e advogada Deolane Bezerra. O veículo foi encontrado no Tatuapé, na zona leste da capital paulista, durante diligências da Operação Vérnix.

O automóvel era alvo de uma determinação judicial de sequestro, busca e apreensão. Após ser localizado pelos policiais, foi encaminhado ao 30º Distrito Policial, no Tatuapé. A investigação também identificou que a titularidade do veículo havia sido alterada durante o andamento das apurações.

A Lamborghini já havia aparecido em investigações envolvendo Deolane. Em depoimento prestado anteriormente, a influenciadora afirmou que a empresa Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda. adquiriu o veículo por cerca de R$ 3,85 milhões. Segundo o relato, o carro foi comprado de Darwin Henrique da Silva Filho, ligado à Esportes da Sorte.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix em uma residência em Alphaville, na Grande São Paulo. Segundo a investigação, empresas e estruturas financeiras relacionadas à influenciadora teriam sido utilizadas para conferir aparência legal a recursos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis relacionados aos investigados. Entre os bens analisados pelas autoridades estão outros automóveis de alto valor.

No dia 9 de agosto, outro veículo relacionado à influenciadora, uma Mercedes-Benz GLC 300 avaliada em pelo menos R$ 260 mil, também foi apreendido pela Polícia Militar na zona leste de São Paulo. O carro estava sendo conduzido pelo filho mais velho de Deolane, Giliard Vidal dos Santos, que estava acompanhado da namorada, Bruna Duarte.

A defesa de Deolane nega que ela tenha ligação com o PCC e afirma não existirem provas de que a influenciadora tenha integrado ou prestado serviços à organização criminosa. Os advogados também contestam os fundamentos utilizados para manter a prisão preventiva e afirmam que as medidas adotadas contra ela são desproporcionais.