Programa Tolerância Zero aumenta em 100% as perícias em celulares apreendidos em penitenciárias

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Foto: Christiano Antonucci
ALMT TRANSPARENCIA

ntre dezembro de 2024 e março de 2025, o Programa Tolerância Zero às Facções Criminosas dobrou a quantidade de perícias realizadas em celulares, chips e outros dispositivos eletrônicos apreendidos em unidades prisionais e durante operações das polícias Civil e Militar em todo o estado de Mato Grosso.

De acordo com Jaime Trevizan Teixeira, diretor-geral da Politec-MT, a média de perícias mensais subiu de 120 para 200 a 250 aparelhos. Além disso, o número de análises de outros itens, como drogas, também aumentou em função das apreensões realizadas.

Trevizan destaca que o serviço de perícia, antes restrito ao expediente regular, passou a operar em regime 24 horas. Essa mudança tem permitido que mais dispositivos apreendidos com suspeitos de envolvimento em atividades criminosas sejam submetidos à análise técnica.

Para tornar o trabalho pericial mais eficiente e apoiar as investigações criminais com provas técnico-científicas, a Polícia Civil, responsável pela investigação dos casos, e a Politec estabeleceram prioridades na realização das perícias. Os aparelhos apreendidos com suspeitos de integrar ou liderar facções criminosas têm prioridade, conforme informou o diretor-geral.

No balanço apresentado em 24 de março pela Secretaria de Justiça (Sejus), foi informado que, durante 216 operações realizadas em 41 unidades prisionais, o Programa Tolerância Zero apreendeu 1.754 celulares e 734 chips. Em paralelo, as polícias Militar e Civil, no período de quatro meses, apreenderam 16,1 toneladas de drogas, um aumento de 164% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, conforme o relatório divulgado pelo Governo do Estado.

FONTE – RESUMO