O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, incluiu em sua nova proposta de colaboração premiada referências ao patrocínio do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A menção ao assunto gerou apreensão inicial entre apoiadores do ex-presidente, mas interlocutores ligados ao empresário afirmam que não há elementos que indiquem irregularidades na operação.
De acordo com pessoas próximas a Vorcaro, o conteúdo da proposta sustenta que o patrocínio foi realizado de forma regular. O banqueiro afirma que as tratativas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreram dentro de parâmetros institucionais e não envolveram qualquer tipo de benefício ou compensação.
Segundo esses interlocutores, a decisão de abordar o tema na colaboração premiada está relacionada ao vazamento de mensagens trocadas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro sobre o apoio financeiro ao filme. A intenção, conforme relatado, seria apresentar esclarecimentos sobre o episódio e contextualizar as conversas que vieram a público.
A nova proposta de delação foi encaminhada pelos advogados de Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 1º de junho. A expectativa da defesa é receber uma manifestação dos órgãos responsáveis ainda nesta semana.

O prazo coincide com o período de acesso ampliado concedido aos advogados do banqueiro. Atendendo a pedido da defesa, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou encontros com Vorcaro entre 9h e 17h nos dias úteis até a sexta-feira, 12 de junho.
A medida foi concedida com o objetivo de permitir que a equipe jurídica do empresário elaborasse a nova proposta de colaboração premiada.



















