“As pessoas não buscam a UPA para passear”, diz Michelly sobre queda de atendimentos nos jogos do Brasil apontada por Abilio

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Foto: Reprodução
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A presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá, vereadora Michelly Alencar (União), afirmou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital não ficam vazias, contrariando publicações do prefeito Abilio Brunini (PL), que associou a redução no movimento das unidades aos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Segundo a parlamentar, durante as fiscalizações realizadas pela comissão, sempre encontrou pacientes aguardando atendimento.

Questionada sobre as postagens feitas pelo prefeito nas redes sociais, nas quais ele divulgou imagens de câmeras de segurança mostrando UPAs com baixo fluxo durante partidas do Brasil e ironizou que “jogo do Brasil melhora a saúde das pessoas”, Michelly evitou confrontar diretamente o chefe do Executivo, mas destacou que atendimentos de saúde são sazonais.

“Eu acredito que os atendimentos são sazonais. As pessoas não buscam a UPA para passear. Elas buscam para atendimento. Agora, se no horário do jogo do Brasil ou no dia do jogo do Brasil estava vazio, acontece. Então, é um comentário dele, uma opinião dele”, afirmou.

Na sequência, a vereadora reforçou que a realidade encontrada por ela durante as inspeções foi diferente da mostrada nas publicações do prefeito.

“Quando eu fui, tinham pacientes aguardando, tinham pacientes sendo atendidos e eu pude falar daquilo que eu vi. Não vou falar daquilo que eu não vi”, declarou.

Nos últimos dias, Abilio voltou a defender que as UPAs registram queda significativa na procura durante jogos da Seleção Brasileira. Além das publicações recentes nas redes sociais, o prefeito também havia feito críticas ao comportamento da população, afirmando, em outras ocasiões, que há maior procura pelas unidades às segundas-feiras por pessoas em busca de atestados médicos.

Embora tenha divergido da narrativa apresentada pelo prefeito sobre o movimento nas unidades, Michelly não fez críticas à gestão municipal e atribuiu a eventual redução no fluxo de pacientes à sazonalidade dos atendimentos, ressaltando que sua avaliação se baseia exclusivamente nas visitas de fiscalização realizadas pela Comissão de Saúde.