Disputa pelo Governo de Mato Grosso chega à reta final com empate técnico entre Pivetta e Wellington

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Crédito: Pedro Brites/OD
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A eleição para o Governo de Mato Grosso pode ter, pela primeira vez desde a retomada das eleições diretas, uma segunda etapa de votação. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (25) mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% das intenções de voto e Wellington Fagundes (PL) com 27%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Natasha Slhessarenko (PSD) aparece na terceira posição, com 11%. Sargento Laudicério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza) registram 2% cada, enquanto Rafaell Milas (Missão) soma 1%. Outros 22% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou disseram não pretender votar, e 6% permanecem indecisos.

A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais. Com isso, os números não permitem afirmar que haverá segundo turno, mas indicam uma disputa ainda aberta a poucos dias da votação.

Somadas, as intenções de voto dos seis candidatos chegam a 72%. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, sem considerar votos brancos, nulos e abstenções.

A pesquisa ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-08098/2026.

Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Pivetta cresceu de 23% para 29%. Wellington permaneceu com 27%, enquanto Natasha avançou de 8% para 11%. No mesmo período, a parcela de eleitores que declarou voto branco, nulo ou ausência caiu de 29% para 22%, e os indecisos passaram de 8% para 6%.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington. Nesse cenário, Wellington aparece com 41% e Pivetta com 36%, diferença que permanece dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Um segundo turno seria algo inédito na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Desde a redemocratização, todos os governadores escolhidos diretamente pelos eleitores no Estado venceram a eleição já na primeira votação.

Carlos Bezerra iniciou essa sequência em 1986. Depois, Jayme Campos foi eleito em 1990; Dante de Oliveira venceu em 1994 e 1998; Blairo Maggi, em 2002 e 2006; Silval Barbosa, em 2010; Pedro Taques, em 2014; e Mauro Mendes, em 2018 e 2022.

O segundo turno para governador passou a integrar o sistema eleitoral brasileiro com a Constituição de 1988, mas Mato Grosso nunca precisou recorrer a uma nova votação para definir o chefe do Executivo estadual.

Nas últimas eleições, a definição ocorreu sempre no primeiro turno. Em 2018, Mauro Mendes foi eleito com 58,69% dos votos válidos, enquanto, em 2022, conquistou a reeleição com 68,45%.

Agora, Pivetta disputa a permanência no Palácio Paiaguás após assumir o cargo em razão da renúncia de Mauro Mendes para concorrer ao Senado. A atual eleição reúne seis candidatos, dois a mais que em 2022, e apresenta uma divisão maior das intenções de voto.

Os números da Quaest mostram Pivetta, Wellington e Natasha concentrando 67% das intenções de voto, enquanto os demais três candidatos somam outros 5%. O resultado das urnas poderá, portanto, definir se Mato Grosso manterá a tradição de eleger seus governadores em uma única votação ou terá de realizar uma segunda etapa pela primeira vez.