Influenciadora é alvo de operação em MT após movimentar quase R$ 1 milhão em apostas

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Reprodução
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Pamela Cristiane da Silva, de 30 anos, conhecida nas redes sociais como Pam do Grau, foi alvo da Operação Jogo Duplo, deflagrada pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, a 240 quilômetros de Cuiabá. Segundo as investigações, a influenciadora divulgava plataformas ilegais de apostas e movimentou quase R$ 1 milhão em sua conta bancária em menos de um ano.

De acordo com a Derf, Pamela é investigada por exploração de jogo de azar, na modalidade de obtenção de vantagem ilícita mediante induzimento de terceiros ao erro, publicidade enganosa, promessas de enriquecimento fácil, associação criminosa e lavagem de capitais.

Entre junho de 2025 e abril de 2026, a investigada movimentou R$ 928 mil, apesar de não possuir vínculo empregatício formal e declarar renda mensal de R$ 901.

As apurações apontam que Pamela promovia as plataformas por meio de seu perfil no Instagram, que reúne cerca de 120 mil seguidores. Segundo a investigação, ela utilizava um link diferente daquele disponibilizado aos usuários comuns para acessar os jogos.

Nesse ambiente, conforme os investigadores, a influenciadora obtinha ganhos e posteriormente publicava vídeos mostrando os supostos resultados financeiros. A estratégia, segundo a polícia, levava seguidores a acreditar que poderiam alcançar os mesmos ganhos caso utilizassem as plataformas divulgadas.

O delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pelo caso, afirmou que a empresa promovida pela investigada já acumula 355 boletins de ocorrência por estelionato registrados em diferentes estados brasileiros.

As investigações também identificaram uma dinâmica relacionada ao funcionamento das plataformas. Segundo a polícia, os usuários enfrentavam dificuldades para retirar os valores obtidos nos jogos. As empresas permaneciam ativas por aproximadamente dois ou três meses e, posteriormente, eram encerradas.

Mesmo após o encerramento das plataformas, a investigada continuaria divulgando novos links, que passavam a operar com nomes diferentes, conforme as apurações.

Como parte da operação, a Justiça determinou medidas contra Pamela, incluindo busca e apreensão domiciliar, quebra do sigilo telemático de aparelhos apreendidos e uso de tornozeleira eletrônica.

Também foram determinadas a suspensão do perfil da investigada no Instagram, o sequestro de veículos registrados em seu nome, o bloqueio de R$ 642.845,45 e a quebra do sigilo fiscal referente ao período de 2023 a 2026.