Operação do Gaeco teria começado após abordagem da PM a vereadores de Cuiabá em Várzea Grande

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Reprodução
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A Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), teria como ponto de partida uma abordagem da Polícia Militar a dois vereadores de Cuiabá, em Várzea Grande. Segundo apuração da reportagem, Ilde Taques, eleito presidente da Câmara de Cuiabá, e Alex Rodrigues foram abordados no período em que a eleição da Mesa Diretora da Câmara várzea-grandense estava em discussão. Os dois são alvos da operação.

Informações iniciais chegaram a apontar para possível apreensão de valores durante a abordagem da PM. A informação, porém, é negada pelos envolvidos.

A Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com mais de 200 policiais mobilizados. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

A apuração trata da possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública, com foco em supostas irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, Taques afirmou que “não tem qualquer relação com articulações políticas, muito menos ilegais” sobre a eleição da mesa diretora de Várzea Grande. A defesa diz que ele colaborou com as autoridades e que nada foi encontrado que o relacione a atividades irregulares, afirmação que não foi confirmada pelo MPMT.

A nota não menciona a abordagem. O vereador ainda não teve acesso ao processo, que tramita sob sigilo.