Pesquisa BTG/Nexus aponta Lula à frente no primeiro turno e em empate técnico com principais adversários no segundo

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES - IGO ESTRELA/METRÓPOLES - BRENO ESAKI/METRÓPOLES - KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
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Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliando sua vantagem nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial. No entanto, os cenários de segundo turno continuam marcados por empates técnicos entre o petista e seus principais adversários, apesar de Lula aparecer numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula alcança 42% das intenções de voto no primeiro turno, dois pontos percentuais acima da rodada anterior. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33%, registrando leve recuo em relação à pesquisa anterior. Os demais concorrentes mantiveram percentuais próximos aos já observados.

Nas projeções para o segundo turno, Lula soma 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro, resultado que permanece dentro da margem de erro da pesquisa. O levantamento também mostra um cenário equilibrado diante do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que registra 43% contra 45% do presidente, e do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que aparece com 42%, enquanto Lula tem 46%.

Em outra simulação, o presidente enfrenta Renan Santos, do partido Missão, e registra 47% das intenções de voto, contra 39% do adversário. Na comparação com a pesquisa anterior, a diferença entre os dois diminuiu.

O estudo também avaliou o comportamento do eleitorado. Entre aqueles que já escolheram um candidato no primeiro turno, 52% afirmam que o nome escolhido é o ideal, enquanto 36% dizem optar pela melhor alternativa disponível. Outros 10% declaram que pretendem votar apenas para impedir a vitória de outro candidato, percentual que sobe para 21% no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Entre os eleitores de Lula, 64% afirmam considerar o presidente o candidato ideal. No grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 47%.

As taxas de rejeição permaneceram praticamente estáveis. Lula passou de 46% para 48%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 50%. Já Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos apresentaram redução entre quatro e sete pontos percentuais nos índices de rejeição.

A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre a tarifa de 37,5% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da medida. Para 53%, a decisão tem motivação política e busca atingir o governo brasileiro e influenciar o cenário eleitoral. Outros 32% entendem que a medida possui caráter comercial e econômico.

Quando questionados sobre quem atribuem responsabilidade pela adoção da tarifa, 41% apontaram Lula e outros 41% responsabilizaram Flávio Bolsonaro.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.