Silval afirma que Pedro Nadaf foi quem conduziu esquema que desviou R$ 7 milhões; veja como foi

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Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto
CAMARA VG

Olhar Direto

 

O ex-governador Silval da Cunha Barbosa passou por reinterrogatório nesta quarta-feira (19) para que fossem confessados os crimes descritos pela operação “Seven”. A audiência foi conduzida pela magistrada Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal.

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A Investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) revelam que Silval foi o principal responsável pelo desvio de R$ 7 milhões das contas do Intermat (Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso ) no final de 2014. 

As investigações do Ministério Público apontaram que no ano de 2002, o empresário Filinto Correa da Costa negociou com o Governo do Estado uma área de aproximadamente 3,240 hectares pelo valor de R$1,8 milhões.
 
Ocorre que, no ano de 2014, 727 hectares dessa mesma área foram novamente vendidas ao Governo, dessa vez pelo valor de R$7 milhões. Filinto da Costa foi denunciado pelo crime de peculato.
 
Foram denunciados pelo mesmo crime os dois servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente Francisval Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida, eles foram responsáveis pela elaboração de pareceres favoráveis a manobra e da minuta de decreto. 

Silval Barbosa foi denunciado pelos crimes de peculato, por integrar organização criminosa e ordenar despesa não autorizada por lei. Além dele foram denunciados pelos mesmos crimes: o ex-secretário Pedro Jamil Nadaf, o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, o ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho e o ex-secretário adjunto da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) Wilson Gambogi Pinheiro Taques. 

Já o ex-secretário Adjunto de Administração, José de Jesus Nunes Cordeiro, responsável por ter elaborado laudo de avaliação econômica da área mesmo sem ter competência técnica para prática do ato foi denunciado pelos crimes de integrar organização criminosa e peculato. Foi também denunciado pelo crime de ordenar despesa não autorizada por Lei o ex-secretário de Planejamento de Mato Grosso, Arnaldo Alves de Souza Neto, ele foi responsabilizado por disponibilizar R$7 milhões do caixa do Governo Intermat para realização do pagamento.
 
O Olhar Jurídico acompanha em tempo real a audiência:

14h58 – A juíza termina os trabalhos e se retira da sala, assim como os advogaos e o ex-governador Silval Barbosa.

14h45 – Selma aproveita para julgar alguns requerimentos.

14h43 – A magistrada esclarece que um inquérito complementar do Gaeco sobre a Seven foi encaminhado a instância superior, por envolver nomes com prerrogativa de foro. 

14h38 – Porém, as defesas, de forma unânime, combinaram apenas que a delação de Pedro Nadaf será juntada aos autos. Não sendo necessário novo interrogatório.

14h37 – Ele deverá esclarecer questões relativas as citações do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

14h35 – A juíza Selma Arruda revela que será feito um reinterrogatório do réu Pedro Nadaf.

14h31 – Termina o depoimento do ex-governador Silval Barbosa.

14h30 – "Eu tinha determinado que se pagasse uma conta de R$ 1,5 milhão, o que foi pago. Nadaf afirma, já confirmou que ficou com R$ 500 mil. Afonso, com a mesma quantia. Não sei como foi a negociação deles. Não sei quem está mentindo ou falando a verdade", disse Silval.

14h27 – A defesa de Arnaldo Alves passa a realizar perguntas para o ex-governador.

14h26 – O Ministério Público começa os questionamentos.

14h25 – Sobre uma suposta ligação dos fatos com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Silval preferiu  não detalhar.

14h24 – "É lógico que a gente sabia que o valor era um pouco abaixo por conta do retorno que teria", explica Silval.

14h22 – Segundo Silval, a área foi desapropriada duas vezes. A primeira foi no governo de Dante de Oliveira. A segunda, em seu mandato, era um desmembramento da primeira: "Pedro Nadaf foi quem conduziu todo este processo", confessa. 

14h20 – Narra ainda que não sabe da participação de outros réus no esquema. O ex-governador esclarece que Marcelo de Cursi planejou o processo de pagamento, mas em nenhum momento Cursi sabia que haveria um retorno.

14h18 – Filinto teria dito que devolveu apenas R$ 2,5 milhões e Silval afirma que não sabe se Chico Lima recebeu alguma quantia. Silval afirma ainda que devia para algumas pessoas, mas prefere não revelar os nomes durante a audiência.  

14h15 – O ex-governador afirma que conversou diretamente com Filinto (dono da terra) e que perguntou a Nadaf quanto teria sido pago. Ele respondeu que foram R$ 3,5 milhões, sendo R$ 500 mil para Nadaf, a mesma quantia para Afonso Dalberto e R$ 150 mil para Alan Malouf, que seria uma prestação do serviço de buffet.

14h12 – Uma nova reunião então foi marcada entre Nadaf, Silval, Chico Lima e Afonso Dalberto. O valor da desapropriação seria de R$ 7 milhões. Os envolvidos planejaram o pagamento em duas vezes. Marcel de Cursi foi o responsável pelo planejamento do pagamento. 

14h09 – Segundo Silval, foi determinado que Chico Lima resolvesse o processo. Afonso Dalberto, chefe do Intermat à época, teria feito ressalvas por conta do orçamento; "Ele estava com medo de dar os pareceres", afirmou o ex-governador sobre Afonso.

14h05 – Silval comenta que foi marcada uma reunião com Pedro Nadaf e Chico Lima para discutir a tramitação da desapropriação: "Dando certo a desapropriação, vai ter o retorno", teria dito Nadaf. O retorno, inicialmente, seria R$ 1,5 milhão.

14h02 – O ex-governador acrescenta que possuia problemas de contas a pagar, não só de campanha. Sendo assim, tomou a decisão de fazer a desapropriação. Ele ainda ressalta que mais adiante irá esclarecer quais eram as dívidas.

14h01 – Silval afirma que o que foi denunciado na Seven é verdadeiro. O ex-governador, porém, afirmar que esclarecerá alguns pontos.

14h00 – Começa a audiência de Silval Barbosa.

13h59 – A defesa do ex-secretário adjunto de Meio Ambiente, Wilson Gamboji Pinheiro Taques, se manifestou antes da audiência, dizendo que a delação de Pedro Nadaf apresentaria uma nova angulação sobre os crimes e pediu que a denúncia fosse revista. Selma recebeu a manifestação e disse que analisara depois.

13h48 – A audiência deve começar dentro de instantes no Fórum da Capital.

13h33 – Na última segunda-feira (17), Silval foi ouvido acerca das denúncias referentes a 'Operação Sodoma'. Na ocasião, ele confessou ter recebido mais de R$ 7 milhões de propina em 30 meses.

13h27 – O ex-governador Silval Barbosa já está no Fórum para a audiência de logo mais.

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