Bloqueios chegam ao quarto dia, mas aberturas mantêm abastecimento; caminhoneiros podem “radicalizar”

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Foto: Reprodução
ALMT TRANSPARENCIA

Olhar Direto

Mobilizados contra o aumento no preço dos combustíveis, os caminhoneiros que se encontram na região de Barra do Garças (540 km de Cuiabá), retomaram o bloqueio na manhã desta sexta-feira (4) poderão liberá-la apenas na segunda-feira (7). Até o momento, os motoristas vinham abrindo a pista durante a noite e madrugada, mas após negociação com representantes de Sorriso (420 km de Cuiabá), poderão aderir a essa possibilidade. Em Nova Mutum (320 km de Cuiabá), eles chegaram a colocar fogo em pneus, para evitar a passagem.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo), ainda não há registros de desabastecimento, uma vez que os pontos de protesto vem sendo liberados a noite. Diante disso, também não foi confirmada a possibilidade de que os postos de combustível não recebam o produto.

Ao Agro Olhar o caminhoneiro Antônio Curvinel informou que profissionais das cidades de Diamantino e Serra dourada também aderiram ao protesto hoje. Além destes municípios, também há paralisações em Sorriso, Vila Rica e Juara, onde os atos seguiram os demais, realizados em todo o país, e tiveram início na terça-feira (1). Nos locais, apenas a passagem de veículos de passeio é permitida. Em barra do Garças a organização aponta que são mais de mil carretas no local.

“Estamos aderindo a Nova Mutum, o que eles fizerem, nós vamos acompanhar. A intenção é chamar a atenção da população. Não estamos aqui para fazer baderna, começamos às 6h hoje e estamos até agora. A gente não está mais suportando essa situação. Amanhã teremos uma dimensão maior da adesão, porque no Sul, em São Paulo e Minas Gerais tem muitos pontos bloqueados”, explicou.

Ele reforça que o movimento é pacífico e que até o momento nenhum tipo de conflito foi registrado na região. “Está tudo muito pacífico, todos estão ajudando, não falta comida, não falta água, não falta nada. Nós nos unimos Temos banheiros químicos, tenda, tudo comprado com nosso dinheiro. Todo mundo contribui. Não viramos as costas pros companheiros.”

Os protestos são motivados pela alteração, a alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrou, passando de R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. No caso do diesel subiu de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 nas refinarias. Para o produtor do etanol, passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 por litro. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, sobe para R$ 0,1964.

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