Taques evita ampliar polêmica e afirma que pedido de demissão de militares foi unilateral e teve “que aceitar”

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Foto: Rogêrio Florentino Pereira/Olhar Direto
CAMARA VG

Olhar Direto

Tratando de não aprofundar no tema, o governador José Pedro Taques (PSDB) assegurou nesta quinta-feira (27) que os três militares exonerados –  nesta semana –  saíram “a pedido” de seus cargos. As exonerações dos coronéis Evandro Lesco,  da Chefia da Casa Militar, e Ronelson Barros, secretário-adjunto da mesma pasta; e do cabo Gérson Luiz Ferreira Correa Júnior, assessor técnico na Casa Militar, publicadas no Diário Oficial do Estado.
“Eles pediram exoneração. É um ato unilateral, o governador tem que aceitar. Houve o pedido, não é?”, afirmou Taques, dando o assunto por encerrado, ao participar a cerimônia de lançamento do  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no valor de R$ 168 milhões, em palanque montado defronte ao Palácio Júlio Domingos Fiote de Campos, no Paço Couto Magalhães, em Várzea Grande.
 
Os três militares são investigados em inquéritos civil e militar que apuram a possível existência de escutas clandestinas, em Mato Grosso. Durante meses,  ele resistiu em demitir os coronéis Lesco, Ronelson Barros e Correa Júnior, sob o argumento de que têm direito constitucional à ampla defesa e que não “demito por conta de manchete de jornal”.  
 
O governador passou a semana fazendo check-up, em um hospital particular de São Paulo, e retornou a Cuiabá nesta quinta-feira, sempre evitando comentar a questão dos grampos. Ele não quis ampliar  as explicações a respeito das demissões dos membros da Casa Militar.
 
Os secretários e o assessor exonerados por Taques estão todos presos e já foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) acusados de promover as interceptações telefônicas ilegais. Eles devem responder pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação, todos previstos na Legislação Militar.

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