Homem que matou e queimou jovem em forno ganha liberdade

Weber Oliveira confessou execução de Katsue Estefane, em 2012; ele virou obreiro de igreja evangélica

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Foto: Reprodução

Midia News

O juiz Geraldo Fidélis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou na quarta-feira (2) pedido de progressão do regime fechado para o semiaberto do pizzaiolo Weber Melquis Venande de Oliveira, de 27 anos.

Ele cumpria a pena de 17 anos por ter matado a facadas e queimado o corpo da jovem Katsue Estefane dos Santos Vieira, em 2012, na fornalha da pizzaria de sua família, em Cuiabá.

A audiência em que ele receberá o benefício foi marcada para o próximo dia 8 (terça-feira).

Conforme a decisão, Weber, que está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), teve o pedido aceito pelo juiz por apresentar “ótimo comportamento carcerário”, durante os cinco anos em que esteve na unidade prisional.

“Compulsando detidamente os autos, verifica-se que o reeducando já atingiu o lapso temporal necessário à progressão de regime pretendida”, disse o juiz Fidélis, que acatou o pedido feito pelo advogado Paulo Fabrinny.

Na decisão consta ainda, que o Ministério Público Estadual manifestou-se favorável pela liberdade pizzaiolo.

Conforme apurou o MidiaNews, Weber virou membro de uma igreja evangélica dentro da cadeia. Ele passou a exercer a função de obreiro (pessoa designada para auxiliar o pastor).

Além disso, ele ainda estaria noivo e de casamento marcado.

Relembre o caso

MidiaNews

Geraldo Fidelis

Decisão foi dada pelo juiz  Geraldo Fidélis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá

O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2012, no estabelecimento do pai do acusado, no bairro Barbado, próximo à Avenida Carmindo de Campos, na região do Coxipó.

À época, Weber de Oliveira confessou que matou a jovem com uma facada no pescoço, após ambos consumirem drogas. 

A defesa alegou, entretanto, que ele tinha problemas psicológicos e, por isso, não teria consciência dos seus atos no momento do crime. 

No entanto, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que Weber não tinha nenhum problema mental e nem distúrbios provocados pelo uso de drogas.

Com isso, ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

 

No dia do crime, o pizzaiolo ficou responsável pelo fechamento da pizzaria. 

Ele saiu do estabelecimento por volta de 23h30. 

Três horas depois, conforme o Ministério Público Estadial, Weber, conduzindo uma motocicleta, se dirigiu até uma boate situada atrás da Rodoviária de Cuiabá, onde encontrou algumas garotas de programa que estavam do lado da rua, em frente à casa noturna, fumando maconha, dentre elas, Katsue.

No local, ele começou a usar drogas com as mulheres e, em seguida, saiu na companhia de Katsue para comprar cerveja e cigarros. 

Eles retornaram para a frente da boate e, depois, foram para a pizzaria, buscar dinheiro para comprar mais drogas.

Dentro do estabelecimento, o rapaz deu três golpes de faca na jovem, que tinha 23 anos, sendo que um deles acertou o pescoço. 

Logo em seguida, ele colocou o corpo na fornalha e acendeu. Enquanto o corpo da garota queimava no forno, segundo a denúncia do MP, Weber limpou o sangue no chão da pizzaria.

O corpo da jovem foi encontrado pela Polícia totalmente carbonizado, horas depois do crime.

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