Fávaro ‘se lança’ à vaga de Selma e diz que MT não pode ter um senador a menos até nova eleição


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Candidato declarado, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme nova eleição para o Senado em decorrência da cassação da senadora Selma Arruda (PSL), o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) elogiou a postura do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), mas avaliou que Mato Grosso pode ficar no prejuízo com a determinação de um possível novo pleito.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador Pedro Sakamoto posicionou para que Fávaro, terceiro mais votado na eleição do ano passado, assumisse imediatamente a vaga. O entendimento, no entanto não foi compartilhado pela maioria do Pleno.

Para Fávaro, a decisão pode deixar Mato Grosso sem um de seus representantes no Senado, caso Selma Arruda seja de fato cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde será julgado o último recurso da senadora.

“Fiquei muito feliz com a decisão da justiça que foi feita com a cassação, com os ilícitos praticados na eleição de 2018. O doutor Sakamoto percebeu, levou isso, e nós entendemos que os outros membros estavam voltados para a questão eleitoral. Não estou aqui pra querer assumir ou fazer um revanchismo, ou assumir a vaga de senado pela via judicial, mas Mato Grosso e nenhum outro estado da federação pode ficar sem um senador. É inadmissível isso, pela constituição", argumenta.

"Imagine, por exemplo, se um estado não tem um senador, como ficam as emendas constitucionais? Mato Grosso vai perder? Imagine, por exemplo, se vai se votar a regulamentação da Lei Kandir, tão interessante pro estado de Mato Grosso? O Mato Grosso não teria um voto”, completou, durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (11).

O ex-vice-governador também afirmou que assim como grande parte da população do Estado, ele também se decepcionou com a juíza aposentada Selma Arruda, por se apresentar como nova na política e cometer práticas antigas da velha política.

“Me decepcionei como certamente muitos dos mato-grossenses se decepcionaram. A desembargadora Marilsen disse em seu voto que é a nova política cometendo as velhas práticas. Nós temos que banir a velha política, temos que banir as velhas práticas, seja com quem for. Comigo, com você, com juiz… é inadmissível e a justiça provou ontem, que ela também não admite as velhas práticas”, disse.

Por fim, Fávaro garantiu que irá ser candidato a vaga, caso seja determinada uma nova eleição em respeito aos mais de 400 mil votos que recebeu em outubro e aos eleitores que confiaram na juíza Selma Arruda e se decepcionaram.

“Se tiver novas eleições, por óbvio e por respeito a essa mesma justiça eleitoral que desfez o desmando da eleição passada, em respeito ao posicionamento dos desembargadores, à celeridade, do enfrentamento, de não deixar a coisa errada ficar encoberta, eu sou candidato. Em respeito aos 434.976 votos que eu tive, que confiaram em mim, nas minhas propostas, nos meus suplentes, que mesmo em momento de desvantagem explícita na campanha, mesmo assim acreditaram e votaram. Em respeito até aos eleitores da senadora cassada, que confiaram que ela estava fazendo algo certo, lícito, que ela estava cumprindo as regras e se decepcionaram, eu tenho que dar a oportunidade de talvez eles votarem em mim, ou escolherem outro candidato. Por isso se tiver novas eleições eu sou candidato sim”, finalizou.

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