Professores mantêm greve e prometem manifestações em cinco trechos de rodovias em MT


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Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Fonte: Olhar Direto

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) deliberou na tarde desta segunda-feira (24) que a greve na rede estadual, que teve inicio do dia 27 de maio, continuará  por tempo indeterminado por falta de acordo com o Governo do Estado. A categoria planeja um ato para acontecer às 9h de terça-feira (25), de forma simultânea, e promete realizar atos públicos em cinco trechos de rodovias em Cuiabá, Barra do Bugres, Cáceres, Barra do Garças e Sinop.

“A questão que precisa ficar claro é que lei que vale aqui no Estado? Porque nós estamos com duas leis em vigência e o governo não está cumprindo nenhuma”, afirma o Presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

A categoria aguardava a proposta do governo para a proposta salarial para 2019, o cronograma para reformas de escolas e a convocação de concursados, para ser discutida durante a assembleia da tarde desta segunda-feira (24). O documento que o governo deveria enviar é fruto da mediação do Ministério Público Estadual (MPE) e da Assembleia Legislativa e poderia difinir os rumos da greve na rede estadual, que teve inicio no último dia 27 de maio.

Os sindicalistas exigem que seja cumprida a Lei 510/2013 que institui a Política de Dobra do Poder de Compra dos salários. Os professores alegam que a lei precisa ser cumprida ainda no governo Mauro Mendes e não em 2023 como propôs o Paiaguás e afirmam que o salário dos profissionais têm sido o pior do executivo, mesmo o Estado tendo recursos para a Educação.

O presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, pontua que muitas escolas que estavam recebendo os alunos e funcionando normalmente já começaram a aderir ao movimento pois se deram conta da importância das revindicações que são garantidas por lei. “Nós estamos vendo varias escolas que haviam retornado as aulas, mas que agora estão retornando ao movimento e o dialogo nessa semana será nesse sentido, porque muitos voltaram porque entenderam que a pressão do governo estava muito grande, só que o que está colocado  hoje para os trabalhadores da educação é irreversível uma vez que a lei aprovada aqui no Estado e a cobrança de cumprir a constituição do Estado ela sobrepõe inclusive esse momento que nós estamos vivenciando com a retomada de algumas atividades”, diz.

“A população precisa saber que a greve se arrasta porque não há uma negociação e não há um interesse por parte do governo aqui do Estado e além disso, as mobilizações na Assembleia Legislativa e em outros espaços para que possamos avançar de maneira incisiva por uma proposta por parte do governo do Estado”, completa o presidente.

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