PRESO E AFASTADO DA AL MT
Um dos principais alvos da Operação Bônus, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) é acusado de agir de forma “dissimulada” de modo a dar ar de legalidade às "práticas criminosas" desbaratadas pelo Ministério Público Estadual. A acusação está contida na decisão do desembargador José Zuquim, que determinou a prisão do parlamentar e de outras cinco

Um dos principais alvos da Operação Bônus, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) é acusado de agir de forma “dissimulada” de modo a dar ar de legalidade às "práticas criminosas" desbaratadas pelo Ministério Público Estadual.
A acusação está contida na decisão do desembargador José Zuquim, que determinou a prisão do parlamentar e de outras cinco pessoas acusadas de integrar um esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no âmbito do Detran, na ordem de R$ 27,7 milhões, que operou de 2009 a 2015. Além de preso, Savi também foi afastado do cargo de deputado estadual por decisão de Zuquim.
O desembargador explicou que o parlamentar simula negócios jurídicos inexistentes para dar legalidade às atividades criminosas relacionadas ao recebimento de vantagens indevidas que lhe são pagas em razão do cargo que ocupa.
Todo esse engenho, relata o Ministério Público, serve e é eficaz para evitar a produção de provas diretas do recebimento da propina por Mauro Luiz Savi, embora sua imagem seja nítida após a montagem do quebra-cabeças das provas indiretas
“Conforme se pode extrair das alegações do Ministério Público, a atuação do investigado Mauro Luiz Savi é marcada pela dissimulação, porquanto com sua habilidade e influência, ele mescla as atividades relacionadas com o exercício do mandato parlamentar que ocupa com as ações atinentes aos esquemas de recebimento ilícito de vantagens indevidas, dando roupagem de licitude àquilo que, segundo as investigações, é ilícito”, diz trecho da decisão.
Ainda segundo Zuquim, ao “forjar” a existência de documentos, Savi acaba atrapalhando a investigação criminal, bem como a instrução processual penal.
“Pacto de lealdade”
Consta ainda na decisão que o deputado tinha um “pacto de lealdade” com pessoas de sua confiança, o que lhe permitia ocultar a propina paga pela empresa EIG Mercados para a manutenção do contrato com o Detran.
Para isso, o deputado se valia de parentes ou servidores da própria Assembleia Legislativa, conforme a decisão.
“Nessa direção, indica o Ministério Público, que a propina sai da empresa EIG Mercados Ltda – passa pela Santos Treinamentos, chega até Claudemir Pereira dos Santos, espectro de Mauro Savi, o qual, a mando deste, dá o direcionamento à propina de modo a beneficiá-lo, sem que ele se vincule diretamente com o dinheiro”.
Os valores, fruto de propina, teriam sido, inclusive, utilizados para pagamentos pessoais de Savi.
“Todo esse engenho, relata o Ministério Público, serve e é eficaz para evitar a produção de provas diretas do recebimento da propina por Mauro Luiz Savi, embora sua imagem seja nítida após a montagem do quebra-cabeças das provas indiretas”, cita a decisão.
Outro Lado
Mauro Savi, que passou por audiência de custódia na tarde de quarta-feira, disse que estranhou a decisão, já que, segundo ele, não foram apresentados fatos novos.
Ele também negou fazer parte do esquema e rebateu a alegação do Ministério Público Estadual, de que seria um dos líderes do esquema criminoso. “É assim mesmo, eles apontam quem eles querem”, disse Savi, ao ser questionado sobre o assunto.
A Procuradoria da Assembleia Legislativa ainda está tomando conhecimento sobre a decisão que resultou no mandado de prisão e a Secretaria de Comunicação da Casa deverá se manifestar sobre o fato ainda hoje.
Fonte: Mídia News
Redação do Fala Meu Povo MT.
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