Professora que atropelou três em frente à Valley responderá por homicídio doloso; sobrevivente é indiciada


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Foto: Reprodução
Fonte: Olhar Direto
O titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, indiciou a professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro por dois homicídios dolosos [quando há intenção ou se assume o risco de matar] por conta da morte dos jovens Myllena Lacerda Inocêncio, de 22 anos e Ramon Alcides, de 25 anos, em dezembro do ano passado, em frente à Boate Valley Pub, em Cuiabá. A sobrevivente, Hya Girotto, também foi denunciado, mas por homicídios culposos [quando não há intenção].

Rafaela foi denunciada duas vezes por homicídio doloso, no caso das mortes de Ramon e Myllena. Além disto, pelo atropelamento de Hya, ela também responderá por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

A professora ainda foi enquadrada no artigo 70 do Código Penal, aplicado quando a pessoa “mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos”.

Já a sobrevivente do acidente, que aparece em imagens dançando no meio da avenida Isaac Póvoas, segundos antes do atropelamento, também foi responsabilizada pelo delegado. Ela responderá por dois homicídios culposos, quando não há a intenção de matar.

Vale ressaltar que elas foram indiciadas em crimes comuns e não do Codigo de Trânsito Brasileiro (CTB).

Análise de conteúdo dos vídeos que registraram o atropelamento apontou que o veículo conduzido pela professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e bióloga, Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, era de 57 km/h (margem de erro de 6 km/h para mais ou menos).

O exame constatou que a velocidade média do veículo era de 57 km/h. Com a margem de erro, esse valor pode subir para 63 km/h ou diminuir para 51 km/h. O cálculo consiste na determinação da distância percorrida pelo veículo em um determinado intervalo temporal.

O resultado foi obtido com a utilização das gravações originais do incidente em conjunto com as filmagens obtidas pelos peritos com a mesma câmera de segurança que registrou o fato, para a medição do deslocamento do veículo até o momento da colisão.

A Perícia de Trânsito, realizada no local no acidente, logo após a ocorrência do fato levou em consideração os vestígios encontrados na ocasião. Como, as medições da posição do local do atropelamento e a posição de repouso das pessoas atingidas, as trajetórias dos corpos pós-colisão, e a projeção das vítimas com o impacto do veículo.

O resultado obtido, através do cálculo de velocidade com base nesses elementos, foi que o veículo estava a 54 km/h, com margem de erro de 4 km/h para mais ou para menos, no momento em que atingiu as vítimas.

A tragédia

O acidente ocorreu no dia 23 de dezembro, às 5h50 da manhã. A professora Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 33 anos, atropelou Hya Girotto, Myllena Lacerda Inocêncio, de 22 anos, e Ramon Alcides, de 25 anos. Os dois últimos não resistiram aos ferimentos e morreram. Hya teve alta médica do Hospital Geral no dia 14 de janeiro. No dia do acidente, a estudante de Direito foi a terceira a ser atingida pelo veículo. Após atingi-la, o carro ainda passou duas vezes por cima dela.

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