Juiz nega restituir carro luxuoso cedido à Polícia Civil após operação contra jogo do bicho


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Fonte: Olhar Juridico

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, negou no dia 27 de novembro um pedido que buscava restituir um carro, modelo Chrysler 300C, ano 2012, blindado e avaliado em R$ 90 mil, que foi cedido para ser usado como viatura pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil (PJC).

O requerimento de restituição partiu de pessoa identificada como Eliane Mendes Muller Affi. O carro foi apreendido com o empresário Frederico Muller durante a Operação Mantus, deflagrada em maio de 2019, que combate supostas organizações criminosas ligadas ao jogo do bicho.

Eliane afirmou que Frederico é seu sobrinho. Porém, Jorge Tadeu não identificou documentação que provasse a propriedade do bem. Cópia do documento do veículo está em nome da empresa denominada Autos da Mooca Ltda.

“É importante ressaltar que, até a presente data, nada foi apresentado pela requerente para que se pudesse comprovar a real propriedade do bem e a origem lícita do valor utilizado para a sua aquisição”, afirmou Jorge Tadeu.

Diante disto, indefiro o pedido formulado por Eliane Mendes Muller Affi.

A operação Mantus

Frederico Muller é considerado líder da organização criminosa FMC (ELLO). Ele foi detido durante a Operação Mantus, desencadeada pela Polícia Civil. O suposto contraventor é acusado de disputar o mercado com João Arcanjo Ribeiro.

Foram denunciados ainda Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

Pesam contra integrantes da FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. Em ambas as organizações (de Muller e Arcanjo), conforme o Gaeco, havia estruturação de forma ordenada, com níveis de hierarquia entre seus integrantes, e tarefas denominadas para cada agente.

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