Segundo o Sinfra, os estudos técnicos para a recuperação da Rodovia MT-251 ainda estão em andamento

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Foto: Reprodução
ALMT TRANSPARENCIA

Durante uma audiência pública na Câmara Municipal, Nívea Calzolari, secretária-adjunta da Sinfra, ouviu as queixas de moradores, empresários, guias turísticos e autoridades de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), durante uma audiência pública. O deputado Wilson Santos, vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, solicitou o encontro.

A população está se queixando do fechamento parcial da MT-251, conhecida como Portão do Inferno, no trecho conhecido como Portão do Inferno, o que poderia prejudicar o comércio e o turismo da cidade, devido à diminuição do número de visitantes, à dificuldade no escoamento da produção agrícola familiar e ao tráfego de estudantes na rodovia em ambos os sentidos, incluindo estudantes universitários que estudam na capital do estado.

Desde o início das precipitações, o lugar tem enfrentado deslizamentos de rochas e a movimentação de pedras que se soltam do paredão. De acordo com a Sinfra, o risco de tráfego de veículos no local é apontado.

Inicialmente, a Secretaria instalou barreiras de isolamento ao longo do trajeto e regulamentou o tráfego para veículos com até 2 toneladas. Isso ocorre quando não há chuva, quando a situação é completamente impedida.

“Essas são ações emergenciais. As telas são capazes de conter pedras de até 10 a 15 toneladas para evitar que atinjam a via. A medida já foi bem-sucedida em diversas regiões do país, como em São Paulo. Também estamos removendo várias pedras que podem cair. Estamos monitorando toda a região e fazendo análises técnicas para chegarmos a uma solução definitiva. Já ficou provado que há infiltração de água nas rochas, inclusive na parte inferior do viaduto do paredão. “Há risco de movimentação de rochas e desmoronamento”, disse a secretária.

“Estamos presos na Chapada, não conseguimos sair ou entrar livremente na cidade.” Chapada já foi motivo de piada em todo o país, o que acaba afastando turistas que têm receio de enfrentar o portão do inferno e não visitam nossa cidade. Já perdemos mais de 80% do fluxo de visitantes e estamos demitindo funcionários de todos os setores. Já tive que dispensar três funcionárias, disse a proprietária de uma pousada que tem 25 apartamentos e não tem conseguido atingir 20% da ocupação. “Queremos a volta dos nossos visitantes e da nossa economia ou vamos acabar”, disse uma empresária do ramo da hotelaria.

O engenheiro Wilson Conciani, que foi contratado pela Sinfra, apresentou um vídeo com os resultados dos estudos iniciais. A apresentação revela rachaduras e buracos internos nas rochas que recebem a água das chuvas, o desmoronamento do assoalho que sustenta o viaduto e uma grande quantidade de água em um dos lados da estrutura. Imagens feitas com tomógrafos especiais que “dá uma visão geral”.

Dessa forma, conseguimos obter informações do conjunto de rochas, e não apenas de pontos específicos, o que nos permite tomar decisões mais acertadas. Há diversas opções disponíveis, as quais a Sinfra irá selecionar de acordo com os impactos sociais e as habilidades técnicas e financeiras. Dentre elas estão a manutenção das telas de contenção; a construção de uma estrutura semelhante a um túnel falso que impede que possíveis deslizamentos atinjam os carros que estão passando por ela; uma ponte sobre o precipício que permita o fluxo de veículos; e ainda túneis curtos de até 80 metros através das rochas para afastar-nos da área de risco.

Caiubi Kuhn, um geólogo, discorda de que haja um deslizamento de rochas no viaduto do portão do inferno. De acordo com ele, as placas estão “equilibradas” e não há perigo de desmoronamento do viaduto. A imagem captada pela tomografia representaria uma movimentação normal.

De acordo com a geologia, há um processo de desprendemento de blocos na parte de baixo do pontilhão. No entanto, ao observar o pontilhão em si, não há indicação de que a ponte esteja em movimento. Precisamos ter em mente que esses blocos têm uma linha horizontal horizontal que funciona como uma sapata, uma parte plana que segura as unidades. “É claro que é necessário monitorar, mas atualmente não há evidências de que a movimentação geológica esteja afetando o pontilhão”, explicou.

A solução hoje é terminar as ações emergenciais que estão sendo desenvolvidas e liberar as duas pistas da MT-251; não há outro caminho. Qualquer medida mais complexa levará um ou dois anos para ser tomada, e a população da Chapada não pode aguardar. “Não há motivo para manter um siga e pare depois da instalação das medidas emergenciais”, concluiu.

Aline Assunção, representante da Associação de Guias e Condutores de Chapada dos Guimarães, entregou às autoridades um documento pedindo a abertura da MT-251 e uma série de medidas, como a instalação de balanças para que veículos maiores, como os ônibus, possam voltar a circular na rodovia, melhorando assim a logística para os estudantes do município, que precisam se deslocar a Cuiabá para cursos de formação superior.

O deputado Wilson Santos solicitou à Sinfra uma solução definitiva para o problema.

O nosso objetivo era ouvir a população e os técnicos do governo e, assim, chegar a uma solução. No entanto, foi nos comunicado pela secretária Nívea Calzolari, que gentilmente compareceu a esta audiência, que somente na próxima terça-feira (12) a Sinfra receberá os estudos finais que apontarão algumas soluções para que possamos decidir qual obra será executada e em qual prazo. Vamos esperar e cobrar um cronograma oficial com início, meio e final das obras. Agendamos uma nova audiência para o dia 14 de abril, onde esperamos que a resposta/projeto seja apresentado e já esteja em execução. Espero que as ações emergenciais funcionem e que o trânsito seja liberado o quanto antes, disse o parlamentar.

Com a colaboração da assessoria)

 

 

Fonte: Informações/ Olhardireto